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 19. rujna 2016. Na blagdan sv. Januarija u mjesecu Gospe Žalosne Vaša Svetosti!

Ovo što slijedi, iz ocaja napisano od nas skromnih clanova laikata, moramo nazvati optužbom protiv Vašeg pontifikata, koji je bio katastrofa za Crkvu razmjerno užitku koji pruža upravljacima ovoga svijeta. Vrhunac, koji nas je nagnao na ovaj korak, bilo je objavljivanje Vašega "povjerljivog" pisma buenosaireskim biskupima, u kojem im odobravate, iskljucivo na temelju vlastitih nazora onako kako su izraženi u Amoris laetitia, da neke javne preljubnike u "novim brakovima" pripuštaju sakramentima ispovijedi i svete pricesti bez ikakve njihove cvrste nakane da promijene svoj život odreknucem od svojih preljubnickih spolnih odnosa.

Uma Carta Aberta de The Remnant e Catholic Family News


Vossa Santidade,
O relato a seguir, escrito em nossa desesperança como membros menores do laicato, é uma acusação em relação a seu pontificado, que tem sido uma calamidade para a Igreja na proporção em que encanta os poderes deste mundo. O evento culminante que nos impeliu a dar esse passo foi a revelação de sua carta “confidencial” aos bispos de Buenos Aires autorizando-os, com base somente em suas próprias opiniões expressas na Exortação Amoris Laetitia, a admitir publicamente certas pessoas que vivem em adultério público, em “segundas uniões”, aos sacramentos da Confissão e da Sagrada Comunhão sem que tenham qualquer propósito firme de emendar suas vidas abstendo-se de relações sexuais adúlteras.

V.S. desafiou assim as palavras do próprio Nosso Senhor que condenam o divórcio e o “recasamento” como adultério per se sem exceção, a advertência de São Paulo sobre a punição divina para a recepção indigna do Santíssimo Sacramento, o ensinamento de seus dois predecessores imediatos em consonância com a doutrina moral e a disciplina eucarística bimilenares da Igreja enraizadas na Revelação divina, o Código de Direito Canônico e toda a Tradição.

V.S. já provocou uma fratura na disciplina universal da Igreja, que alguns bispos ainda mantêm apesar da Amoris Laetitia, enquanto outros, incluindo os de Buenos Aires, estão anunciando uma mudança baseada somente na autoridade de sua escandalosa “exortação apostólica.” Nada parecido jamais ocorreu na história da Igreja.

Ainda assim, quase sem exceção, os membros conservadores da hierarquia guardam um silêncio político, enquanto os liberais exultam publicamente em triunfo graças a V.S. Quase ninguém na hierarquia se levanta em oposição ao seu temerário desprezo pelas sãs doutrina e prática, ainda que muitos murmurem privadamente contra essa depredação. Assim, como aconteceu na crise ariana, resta aos leigos defender a Fé em meio a uma deserção quase universal do dever por parte dos hierarcas.

É claro que nada somos no esquema das coisas, mas mesmo assim como batizados, membros leigos do Corpo Místico, somos dotados do direito dado por Deus e do seu dever correlato, conservado na lei da Igreja (cf. CIC cân. 212), de comunicarmo-nos com V.S. e com nossos irmãos católicos a respeito da aguda crise que seu governo da Igreja provocou em meio a um estado já crônico de crise eclesial que se seguiu ao Concílio Vaticano II.

Considerando que petições privadas mostraram-se completamente inúteis, como observamos abaixo, publicamos este documento para descarregar o peso de nossa consciência em face do grave dano que V.S. infligiu, e ainda ameaça infligir, sobre as almas e a comunidade eclesial, e para exortar nossos irmãos católicos a se levantarem em oposição de princípios a seu contínuo abuso do ofício papal, particularmente no que concerne ao ensinamento infalível da Igreja contra o adultério e a profanação da Santíssima Eucaristia.

Ao tomar a decisão de publicar este documento, fomos guiados pelo ensinamento do Doutor Angélico sobre uma questão de justiça natural na Igreja:

Devemos, porém, saber que, correndo iminente perigo a fé, os súditos devem advertir os prelados mesmo publicamente. Por isso Paulo, súdito de Pedro, repreendeu-o em público, por causa de perigo iminente de escândalo para a fé. E assim, diz a glosa de Agostinho: “O próprio Pedro deu aos maiores o exemplo de se porventura se desviarem do caminho reto, não se dedignem ser repreendidos mesmo pelos inferiores.” [Summa Theologiae, II-II, Q. 33, Art 4]

Fomos guiados também pelo ensinamento de São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja, em relação à resistência lícita a um Romano Pontífice renitente:

Portanto, como seria lícito resistir a um Pontífice que atacasse um corpo, assim é lícito resistir a ele se ataca almas ou perturba um estado, e muito mais se ele tenta destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir a ele, não fazendo o que ele manda e impedindo-o, para que não consiga realizar sua vontade... [De Controversiis sobre o Romano Pontífice, Lv. 2, Cap. 29].

Católicos em todo o mundo, e não apenas “tradicionalistas”, estão convencidos de que a situação vislumbrada hipoteticamente por Belarmino é uma realidade hoje. Essa convicção é o motivo deste documento.

Que Deus seja o juiz da retidão de nossas intenções.
19 de setembro de 2016.
Festa de São Januário no Mês de Nossa Senhora das Dores

Christopher A. Ferrara, Michael J. Matt, John Vennari

LIBELO ACUSATÓRIO

Pela graça de Deus e pela lei da Igreja, uma queixa contra Francisco, Romano Pontífice, por conta do perigo à Fé e do grave dano às almas e ao bem comum da Santa Igreja Católica.

PARTE I
Que Tipo de Humildade É Essa?

Na noite de sua eleição, falando da sacada da Basílica de São Pedro, V.S. declarou: “o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma.” Apesar de a multidão presente consistir de pessoas de todo o mundo, membros da Igreja universal, V.S. expressou agradecimento pelo “acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo.” V.S também expressou a esperança de “que este caminho de Igreja, que hoje começamos... seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela”. V.S. pediu aos fiéis presentes na Praça de São Pedro para rezarem, não pelo Papa, mas pelo “seu Bispo” e disse que no dia seguinte iria “rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira.”

Seus estranhos comentários naquela ocasião histórica começaram com a exclamação banal “Irmãos e irmãs, boa noite!” e terminaram com uma intenção igualmente banal: “Boa noite e bom descanso!” Nem uma única vez durante aquele primeiro discurso V.S. referiu-se a si mesmo como Papa ou fez qualquer referência à suprema dignidade do ofício para o qual tinha sido eleito: o de Vigário de Cristo, cujo mandato divino é ensinar, governar e santificar a Igreja universal e liderá-la em sua missão de fazer discípulos de todas as nações.

Quase desde o momento de sua eleição, deu-se início a um tipo de campanha de relações públicas interminável cujo tema é sua singular humildade entre os Papas, um simples “Bispo de Roma” em contraste com as supostas pretensões monárquicas de seus predecessores e suas elaboradas vestes e sapatos vermelhos, que V.S. rejeita. V.S. deu indicações precoces de uma descentralização radical da autoridade papal em favor de uma “Igreja sinodal”, tendo como exemplo os ortodoxos, de quem poderíamos “aprender algo mais sobre o significado da colegialidade episcopal e sobre a sua experiência da sinodalidade.” A mídia exultante saudou imediatamente “a revolução de Francisco.”


Porém, essa demonstração ostentosa de humildade foi acompanhada por um abuso do poder do ofício papal sem precedentes na história da Igreja. Nos últimos três anos e meio, V.S. promoveu incessantemente suas próprias opiniões e desejos sem a menor consideração pelo ensinamento de seus predecessores, pelas tradições bimilenares da Igreja ou pelos imensos escândalos que V.S. causou. Em inúmeras ocasiões, V.S. chocou e confundiu os fiéis e encantou os inimigos da Igreja com declarações heterodoxas e até disparatadas, ao mesmo tempo em que amontoava insulto em cima de insulto sobre os católicos observantes, que V.S. continuamente ridiculariza como fariseus de última hora e “rigoristas.” Seu comportamento pessoal tem se rebaixado frequentemente a atos fúteis para agradar a multidão.

V.S. tem ignorado consistentemente a advertência salutar de seu predecessor imediato, que renunciou ao papado sob circunstâncias misteriosas oito anos depois de ter pedido aos bispos reunidos diante de si no começo de seu pontificado: “Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos.” Para citá-lo em sua primeira homilia como Papa:

O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo.

Uma Intromissão Seletiva em Política, Sempre Politicamente Correta

Ao longo de seu mandato como “Bispo de Roma”, V.S. tem mostrado insuficiente consideração pelas limitações da autoridade e competência papais. V.S. tem se intrometido em questões políticas tais como: política de imigração, direito penal, meio-ambiente, restauração de relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba (enquanto ignora o sofrimento dos católicos sob a ditadura Castro) e até se opondo ao movimento de independência da Escócia. Porém, recusa-se a opor-se a governos secularistas quando estes desafiam a lei divina e natural com medidas como a legalização de “uniões homossexuais”, uma questão de lei divina e natural na qual um Papa pode e deve intervir.

De fato, suas muitas condenações de males sociais — todos eles alvos politicamente seguros — são continuamente desmentidas por suas próprias ações, que comprometem o testemunho da Igreja contra os múltiplos erros da modernidade:

Contrariamente ao ensinamento constante da Igreja baseado na Revelação, V.S. exige a total abolição da pena de morte em todo o mundo, sem importar quão grave seja o crime, e até a abolição de prisões perpétuas, apesar de nunca ter pedido a abolição do aborto legalizado, que a Igreja tem condenado constantemente como o assassinato em massa de inocentes.

V.S. declara que os fiéis simples estão pecando gravemente se deixam de reciclar seu lixo caseiro e de desligar lâmpadas desnecessárias, ao mesmo tempo em que gasta milhões de dólares em eventos de massa vulgares em torno de sua pessoa em vários países, para os quais viaja com grandes comitivas em jatos fretados que emitem grandes quantidades de carbono na atmosfera.

V.S. exige fronteiras abertas na Europa para “refugiados” muçulmanos, predominantemente homens em idade militar, enquanto vive atrás das muralhas da cidade-estado do Vaticano que exclui estritamente não-residentes — muralhas construídas por Leão IV para evitar um segundo saque muçulmano a Roma.

V.S. fala incessantemente dos pobres e das “periferias” da sociedade, mas alia-se à opulenta e corrupta hierarquia alemã e a celebridades e potentados do globalismo que apoiam o aborto, a contracepção e o homossexualismo.

V.S. condena corporações gananciosas que buscam o lucro e “a economia que mata”, enquanto honra com audiências privadas os mais ricos tecnocratas e diretores de corporações, de quem recebe generosas doações, chegando até a permitir que a Porsche alugasse a Capela Sistina para um “magnífico concerto... preparado exclusivamente para os participantes,” que pagaram algo como $6.000 cada por um tour romano — a primeira vez que um Papa permitiu que esse espaço sagrado fosse usado para um evento corporativo.

V.S. exige um fim para a “desigualdade”, enquanto abraça ditadores comunistas e socialistas que vivem no luxo enquanto as massas sofrem sob seu jugo.

V.S. condena um candidato americano à presidência dizendo que ele “não é Cristão” porque busca prevenir imigração ilegal, mas não diz nada contra os ditadores ateus que abraça, que cometeram assassinato em massa, perseguem a Igreja e aprisionam cristãos em estados policiais.

Ao promover suas opiniões pessoais sobre políticas públicas como se fossem doutrina católica, V.S. não hesitou em abusar até da dignidade de uma

.

Parece que, em sua opinião, a tese herética de Karl Rahner sobre o “cristão anônimo”, envolvendo praticamente toda a humanidade e implicando na salvação universal, substituiu definitivamente o ensinamento contrário de Nosso Senhor: “O que crer, e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado (Mc 16,16).”

PARTE II

Um Encobrimento Absurdo do Islã

Assumindo o papel de exegeta do Corão para absolver o culto de Maomé de sua ininterrupta conexão histórica com a conquista e perseguição brutal de cristãos, V.S. declara: “Frente a episódios de fundamentalismo violento que nos preocupam, o afeto pelos verdadeiros crentes do Islã deve levar-nos a evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islã e uma interpretação adequada do Corão opõem-se a toda a violência.” [Evangelii Gaudium, 253]

V.S. ignora a história inteira da guerra islâmica contra a cristandade, que continua até hoje, assim como os atuais códigos legais bárbaros e a perseguição de cristãos nas repúblicas islâmicas do mundo, incluindo Afeganistão, Irã, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. Esses são regimes de opressão intrínsecos à lei Sharia, que os muçulmanos acreditam Alá ordenou para o mundo inteiro, e que tentam estabelecer onde quer que se tornem uma porcentagem significativa da população. Entretanto, de acordo com a visão de V.S., todas as repúblicas islâmicas carecem de uma “adequada” interpretação do Corão!

V.S. ainda tenta minimizar o patente terrorismo islâmico no Oriente Médio, na África e no próprio coração da Europa ao ousar estabelecer uma equivalência moral entre fanáticos muçulmanos empreendo a jihad — como fazem desde o momento em que o Islã apareceu — e um “fundamentalismo” imaginário da parte dos católicos observantes que V.S. nunca cessa de condenar e insultar publicamente. Durante uma de suas desconexas conferências de imprensa a bordo de aviões, nas quais tem envergonhado tão frequentemente a Igreja e debilitado a doutrina católica, V.S. proferiu esta opinião infame, típica de sua insistência absurda de que a religião fundada por Deus Encarnado e o culto continuamente violento fundado pelo degenerado Maomé estão em pé de igualdade moral:

Eu não gosto de falar de violência islâmica, porque todo dia, quando olho os jornais, vejo violência, aqui na Itália... esse que matou sua namorada, aquele outro que matou sua sogra... e esses são católicos batizados! Há católicos violentos! Se falo de violência islâmica, tenho de falar de violência católica... creio que em toda religião há sempre um pequeno grupo de fundamentalistas. Fundamentalistas. Nós os temos.Quando o fundamentalismo quer matar, ele pode matar com a linguagem — o Apóstolo Tiago diz isso, não eu — e mesmo com uma faca, não? Não acredito que seja correto identificar o Islã com violência.

Desafia a credibilidade que um Romano Pontífice declare que crimes violentos aleatórios cometidos por católicos, e suas meras palavras, sejam moralmente equivalentes à campanha mundial de atos terroristas, assassinatos em massa, tortura, escravização e estupro do Islã radical em nome de Alá. Parece que V.S. é mais rápido em defender o culto ridículo e mortal de Maomé contra uma justa oposição do que em defender a Igreja verdadeira contra seus inúmeros falsos acusadores. A visão perene da Igreja sobre o Islã, expressa pelo Papa Pio XI em seu Ato de Consagração da Raça Humana ao Sagrado Coração, passa longe de sua mente: “Sede o Rei de todos aqueles que estão sepultados nas trevas da idolatria e do islamismo, e não recuseis conduzi-los todos à luz e ao Reino de Deus.”
 

Um “Sonho” Reformista Ajudado por um Punho de Ferro

De maneira geral, V.S. parece estar afligido por uma mania reformista que não conhece limites para seu “sonho” sobre como a Igreja deve ser. Como declarou em seu manifesto papal pessoal sem precedentes, Evangelii Gaudium (nn. 27, 49):

Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação....

Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6, 37).

De maneira inacreditável, V.S. professa que as “estruturas” e “normas” imemoriais da Santa Igreja Católica estavam cruelmente infligindo a fome e a morte espiritual antes que V.S. chegasse de Buenos Aires, e que agora V.S. deseja mudar literalmente tudo na Igreja para torná-la misericordiosa. Como os fiéis podem ver isso senão como um sinal de uma megalomania assustadora? V.S. chega a declarar que a evangelização, como a entende, não pode estar limitada pelo medo causado pela “autopreservação” da Igreja — como se essas duas coisas fossem de alguma forma opostas!

Seu sonho suave de reformar tudo é acompanhado por um punho de ferro que esmaga qualquer tentativa de restaurar a vinha já devastada por meio século de “reformas” inconsequentes. Porque, como revelou em seu manifesto (Evangelii Gaudium, 94), V.S. está cheio de desprezo pelos católicos de mentalidade tradicional, a quem acusa precipitadamente de “neopelagianismo auto-referencial e prometeico” e de sentir-se “superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel a um certo estilo católico próprio do passado.”

V.S. chega a ridicularizar “uma suposta segurança doutrinal ou disciplinar” porque, de acordo com V.S., isso “dá lugar a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais...” Mas é V.S. que está constantemente classificando e analisando os outros com uma interminável sequência de termos pejorativos, caricaturas, insultos e condenações para com católicos observantes que considera insuficientemente atentos ao “Deus das surpresas” que V.S. apresentou durante o Sínodo.

Daí sua brutal destruição dos prósperos Frades Franciscanos da Imaculada, por conta de uma “tendência definitivamente tradicionalista.” Isso foi seguido por seu decreto impondo que, daqui em diante, qualquer tentativa de erigir um novo instituto diocesano de vida consagrada (por exemplo, para acomodar membros desgarrados dos Frades) será inválida e nula na falta de uma “consulta” prévia à Santa Sé (isto é, na falta de uma permissão de facto que pode ser e será retida indefinidamente). Assim V.S. diminui drasticamente a perene autonomia dos bispos em suas próprias dioceses, ao mesmo tempo em que prega uma nova era de “colegialidade” e “sinodalidade”.

Mirando os conventos de clausura, V.S. foi além e decretou medidas para obrigar a rendição de sua autonomia local a federações governadas por burocratas eclesiais, a quebra da rotina da clausura para que se faça “formação” externa, a intrusão de leigos na clausura para adoração eucarística, a ultrajante desqualificação da maioria votante do convento se elas forem “idosas”, e um requisito universal de nove anos de “formação” antes dos votos finais, o que certamente sufocará novas vocações e garantirá a extinção de muitas das clausuras remanescentes.

Deus nos ajude!

Uma Insistência Implacável em Acomodar a Imoralidade Sexual na Igreja

Mas nada excede a arrogância e a audácia com que V.S. tem buscado implacavelmente a imposição sobre a Igreja universal das mesmas práticas perversas que autorizou como Arcebispo de Buenos Aires: a administração sacrílega do Santíssimo Sacramento a pessoas vivendo em segundas uniões adúlteras ou coabitando sem nem mesmo o benefício de uma cerimônia civil.

Desde quase o momento de sua eleição, V.S. promoveu a “proposta de Kasper”rejeitada repetidamente pelo Vaticano sob João Paulo II. O Cardeal Kasper, um ultraliberal mesmo em meio à liberal hierarquia alemã, tem há muito defendido a admissão de pessoas divorciadas e “recasadas” à Sagrada Comunhão em “certos casos”, de acordo com um fictício “caminho penitencial” que as admitiria ao Sacramento, ainda que continuassem com suas relações sexuais adúlteras. Kasper pertenceu ao “Grupo de Saint Gallen”, que fez lobby pela sua eleição, e posteriormente teve sua persistência no erro regiamente recompensada por V.S., com a imprensa apelidando-o alegremente de “o teólogo do Papa”.


V.S. começou preparando o caminho para sua inovação destrutiva com um expediente que só pode ser chamado de invenção de slogans demagógicos. Como seu manifesto (Evangelii Gaudium, 47) declarou em novembro de 2013: “A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos. Estas convicções têm também consequências pastorais, que somos chamados a considerar com prudência e audácia. Muitas vezes agimos como controladores da graça e não como facilitadores.”


Esse apelo flagrante à emoção caricaturiza a digna recepção do Santíssimo Sacramento em estado de graça como “um prêmio para os perfeitos”, enquanto insinua de maneira sediciosa que a Igreja tem por muito tempo privado “os fracos” do “alimento” eucarístico. Daí sua acusação igualmente demagógica de que os ministros sagrados da Igreja têm agido cruelmente “como controladores da graça e não como facilitadores” ao negar a Sagrada Comunhão aos “fracos” dando preferência aos “perfeitos,” e que V.S. tem de remediar essa injustiça com “audácia.”

Mas, é claro, a Sagrada Eucaristia não é “alimento” ou “remédio” para apagar o pecado mortal. Bem ao contrário, sua recepção consciente naquele estado é uma profanação mortal para a alma e, assim, causa de danação: “Portanto, todo aquele que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se pois a si mesmo o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque todo aquele que o come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não discernindo o corpo do Senhor (1Cor 11, 27-29).”

Como qualquer criança devidamente catequizada sabe, a Confissão é o remédio pelo qual o pecado mortal é apagado, enquanto a Eucaristia (ajudada pelo recurso regular à Confissão) é o alimento espiritual para manter e aumentar o estado de graça que se segue à absolvição, para que não se caia em pecado mortal novamente, mas, em vez disso, se cresça na comunhão com Deus. Mas parece que o próprio conceito de pecado mortal está ausente do conjunto de seus documentos formais, discursos, comentários e pronunciamentos.

Eliminando qualquer dúvida sobre seus planos, apenas alguns meses depois, no “consistório extraordinário sobre a família”, V.S. organizou as coisas para que nenhum outro senão o Cardeal Kasper fosse o único palestrante oficial. Durante seu discurso de duas horas em 20 de fevereiro de 2014 — que V.S. quis que permanecesse em segredo, mas que foi vazado para a imprensa italiana como um documento “secreto” e “exclusivo” — Kasper apresentou sua proposta insana de admitir à Sagrada Comunhão certas pessoas que vivem em adultério público, aludindo diretamente a seu slogan: “os sacramentos não são um prêmio para os que se comportam bem ou para uma elite, excluindo aqueles que mais precisam [EG47].” Desde então, V.S. não vacilou em sua determinação de institucionalizar na Igreja o grave abuso da Eucaristia que permitiu em Buenos Aires.

A esse respeito, parece que V.S. tem pouca consideração para com o matrimônio sacramental como um fato objetivo, valorizando, em vez disso, o que as pessoas sentem subjetivamente sobre o status de relações imorais que a Igreja jamais poderá reconhecer como matrimônio. Num comentário que, por si só, desacreditará seu bizarro pontificado até o fim dos tempos, V.S. declarou que “a grande maioria de nossos matrimônios sacramentais são nulos”, enquanto que certas pessoas que coabitam sem serem casadas podem ter um “verdadeiro matrimônio” por causa de sua “fidelidade.” Será esse comentário porventura uma reflexão baseada no fato de sua irmã ser divorciada e “recasada” e seu sobrinho viver em coabitação?

Essa opinião, que um renomado canonista corretamente chamou de “absurda”, provocou protestos mundo afora entre os fiéis. Num esforço para minimizar o escândalo, a “transcrição oficial” do Vaticano alterou suas palavras de “grande maioria de nossos matrimônios sacramentais” para “uma parte de nossos matrimônios sacramentais”, mas deixou intacta sua vergonhosa aprovação de coabitações imorais como sendo “verdadeiros matrimônios”.

V.S. também não parece preocupado com o sacrilégio envolvido no fato de pessoas em situação de adultério público e vivendo em coabitação receberem o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo na Santíssima Eucaristia. Como disse para a mulher na Argentina a quem deu “permissão” pelo telefone para receber a Comunhão, ainda que vivendo em adultério com um homem divorciado: “Um pouco de pão e vinho não fazem mal algum.” V.S. nunca negou o relato da mulher, e este seria bastante consistente com sua recusa de se ajoelhar na Consagração ou diante do Santíssimo Sacramento exposto, mesmo que não tenha qualquer dificuldade de se ajoelhar para beijar os pés de muçulmanos durante sua grotesca paródia do tradicional mandatum da Quinta-feira Santa, que V.S. abandonou. Seria também compatível com seus comentários para uma mulher luterana, na igreja luterana em que V.S. foi num domingo, de que o dogma da transubstanciação é uma mera “interpretação”, que “a vida é maior do que explicações e interpretações,” e que ela deveria “conversar com o Senhor” para saber se deveria receber ou não a Comunhão numa igreja católica — o que depois ela fez, seguindo seu evidente encorajamento.

Alinhada com sua limitada consideração para com o matrimônio sacramental está sua “reforma” intempestiva e secreta do processo de declaração de nulidade, que V.S. impingiu sobre a Igreja sem consultar quaisquer dos dicastérios competentes no Vaticano. Seu Motu Proprio Mitis Iudex Dominus Iesus estabelece a estrutura para uma verdadeira fábrica de declarações de nulidade em todo o mundo, com um procedimento acelerado e novas bases nebulosas para agilizar os procedimentos de declaração de nulidade. Como explicou depois o chefe de sua reforma clandestinamente maquinada, sua intenção expressa é promover entre os bispos “uma ‘conversão’, uma mudança de mentalidade que os convença e sustente no seguimento do convite de Cristo, presente em seu irmão, o Bispo de Roma, a avançar de um restrito número de alguns milhares de declarações de nulidade para alcançar aquele número imensurável de desafortunados que poderiam ter uma declaração de nulidade...”

Assim, o “Bispo de Roma” exige de seus companheiros bispos um grande aumento no número de declarações de nulidade! Um distinto jornalista católico reportou depois o aparecimento de um dossiê de sete páginas em que oficiais da cúria “‘destrincharam’ juridicamente o motu proprio do Papa... acusam o Santo Padre de desconsiderar um importante dogma, e afirmam que ele introduziu o ‘divórcio católico’ de facto.” Esses oficiais deploraram o que esse jornalista descreve como “um ‘Führerprinzip’ eclesial, um comando de cima para baixo, por decreto e sem qualquer consulta ou conferências.” Os mesmos oficiais temem que “o motu proprio vá levar a uma enxurrada de declarações de nulidade e que, de agora em diante, casais seriam capazes de simplesmente largar seu matrimônio católico sem qualquer problema.” Eles estão “‘fora de si’ e sentem-se obrigados a ‘falar com clareza’...”

Mas não se pode dizer que V.S. não é consistente ao perseguir seus objetivos. No começo de seu pontificado, durante uma das conferências de imprensa a bordo de um avião na qual revelou seus planos pela primeira vez, V.S. declarou: “Os ortodoxos seguem a teologia da economia, como a chamam, e dão uma segunda chance de casamento [sic]. Eles permitem. Creio que esse problema tem de ser estudado.” Para V.S., a falta de uma “segunda chance de casamento” na Igreja Católica é um problema a ser estudado. V.S. gastou claramente os últimos três anos e meio lutando para impor sobre a Igreja algo parecido com a prática dos ortodoxos.

Um distinto canonista, consultor da Signatura Apostolica, alertou que como resultado de seu temerário descuido pela realidade do matrimônio sacramental:

uma crise (no sentido grego da palavra) sobre o matrimônio está se desenvolvendo na Igreja, e é uma crise, assim avalio, que chegará a seu clímax no que diz respeito à lei e à disciplina matrimoniais.... Acho que a crise no matrimônio que ele [Francisco] está ocasionando chegará ao ponto de questionar se o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio, que todos professam honrar, estará concreta e efetivamente protegido na lei da Igreja, ou, se as categorias canônicas que tratam da doutrina do matrimônio tornaram-se tão distorcidas (ou simplesmente desconsideradas) a ponto de essencialmente deixarem o matrimônio e a vida matrimonial por conta da opinião pessoal e da consciência individual.

Amoris Laetitia: O Motivo Real para o Sínodo Fraudulento

Aquela crise chegou ao seu pico após a conclusão de seu desastroso “Sínodo sobre a Família.” Apesar de V.S. ter manipulado esse evento do começo ao fim para obter os resultados que desejava — Sagrada Comunhão para adúlteros públicos em “certos casos” — ele ficou aquém de suas expectativas por causa da oposição dos padres sinodais conservadores, que V.S. demagogicamente denunciou como “corações fechados que frequentemente se escondem mesmo por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas.”

Num brutal abuso de retórica, V.S. associou seus oponentes episcopais fiéis à doutrina aos fariseus, que praticavam o divórcio e o “segundo casamento” de acordo com a dispensa mosaica. Aqueles tinham sido os mesmos bispos que defenderam o ensinamento de Cristo contra os fariseus — e contra os próprios desígnios de V.S.! De fato, parece ser sua intenção reviver uma aceitação farisaica do divórcio por meio de uma “prática neo-mosaica.” Um renomado jornalista católico, conhecido por sua postura moderada na análise de assuntos da Igreja, protestou contra seu comportamento repreensível: “É bizarro que um papa critique aqueles que permanecem fiéis àquela tradição e os caracterize como cruéis de alguma forma, associando-os aos fariseus de coração duro contra o Jesus misericordioso.”

No fim, o “caminho sinodal” que V.S. enalteceu revelou-se como nada além de uma fraude para ocultar a conclusão já prevista de sua espantosa “Exortação Apostólica” Amoris Laetitia. Nela, seus autores ocultos, principalmente no Capítulo Oito, usam de ambiguidade habilidosa para abrir as portas da Sagrada Comunhão para adúlteros públicos, reduzindo a lei natural que proíbe o adultério a uma “regra geral” para a qual pode haver exceções para quem tenha “grande dificuldade em compreender ‘os valores inerentes à norma’” ou esteja vivendo “em condições concretas que não lhe permitem agir de maneira diferente... (¶¶ 2, 301, 304)” Amoris é uma tentativa transparente de fazer passar clandestinamente uma forma reduzida de ética situacional em questões de moralidade sexual, como se o erro pudesse ser assim restringido.

Sua evidente obsessão em legitimar a Sagrada Comunhão para adúlteros públicos levou-o a desafiar o ensinamento moral constante da Igreja e sua disciplina sacramental intrinsecamente relacionada a ele, afirmados por ambos seus predecessores imediatos. Aquela disciplina é baseada no ensinamento do próprio Nosso Senhor sobre a indissolubilidade do matrimônio, assim como no ensinamento de São Paulo sobre a punição divina devida à recepção indigna da Sagrada Comunhão. Para citar João Paulo II a esse respeito:

A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio.

A reconciliação pelo sacramento da penitência que abriria o caminho ao sacramento eucarístico pode ser concedida àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimônio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios quais, por exemplo, a educação dos filhos não se podem separar, “assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges.” [Familiaris Consortio, n. 84]

V.S. ignorou os apelos mundiais de padres, teólogos e filósofos morais, associações e jornalistas católicos, e até de uns poucos prelados corajosos no meio de uma hierarquia ao contrário silenciosa, para se retratar ou “esclarecer” as ambiguidades tendenciosas e os erros claros de Amoris, particularmente no Capítulo Oito.

Um Grave Erro Moral Agora Explicitamente Aprovado


E agora, indo além do uso desonesto da ambiguidade, V.S. autorizou explicitamente nos bastidores aquilo que tolerou ambiguamente em público. O esquema foi trazido à luz com o vazamento de sua carta “confidencial” aos bispos da região pastoral de Buenos Aires — onde, como Arcebispo, V.S. já havia autorizado o sacrilégio em massa nos bairros pobres.


Nessa carta, V.S. elogia o documento dos bispos sobre “Critérios Básicos para Aplicação do Capítulo Oito de Amoris Laetitia” — como se houvesse alguma obrigação de “aplicar” o documento para produzir uma mudança na disciplina sacramental bimilenar da Igreja. Escreve V.S.: “O escrito é muito bom e explicita cabalmente o sentido do capítulo VIII de Amoris Laetitia. Não há outras interpretações.” Será coincidência que esse documento venha da mesma arquidiocese onde, como Arcebispo, V.S. tenha desde há muito autorizado a admissão de pessoas vivendo em adultério público e coabitação à Sagrada Comunhão?


O que antes estava apenas implícito agora se torna claramente explícito, e aqueles que insistiam que Amoris não mudava nada foram feitos de tolos. O documento que V.S. elogia agora como a única interpretação correta de Amoris debilita a doutrina e a prática da Igreja, defendidas por seus predecessores. Em primeiro lugar, reduz a uma “opção” o imperativo moral de que casais divorciados e em segunda união assumam “a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges.” De acordo com os bispos de Buenos Aires — com sua aprovação — apenas se “pode propor o empenho de viver em continência. Amoris Laetitia não ignora as dificuldades dessa opção.”

Como a Congregação para a Doutrina da Fé declarou definitivamente há apenas 18 anos durante o reinado do próprio Papa que V.S. canonizou: “se o matrimônio prévio de dois fiéis divorciados e em segunda união foi válido, sob nenhuma circunstância sua nova união pode ser considerada legítima e, portanto, a recepção dos sacramentos é intrinsecamente impossível. A consciência do indivíduo está vinculada a essa norma sem exceção.” Esse é o ensinamento constante da Igreja Católica por dois milênios.

Além disso, nenhum pároco ou nem mesmo um bispo têm o poder de reconhecer, no chamado “foro interno”, a pretensão de alguém que viva em adultério de que sua “consciência” lhe diz que seu matrimônio sacramental foi realmente inválido, porque, como a CDF adverte posteriormente, “já que o matrimônio tem caráter eclesial público e aplica-se o axioma nemo iudex in propria causa (ninguém é juiz em sua própria causa), situações conjugais têm de ser resolvidas no foro externo. Se fiéis divorciados e em segunda união creem que seu matrimônio prévio foi inválido, eles estão por isso obrigados a apelar ao tribunal matrimonial competente para que a questão seja examinada objetivamente e sob todas as possibilidades jurídicas possíveis.”

Ao reduzir uma norma moral sem exceções, radicada na Revelação divina, a uma opção, os bispos de Buenos Aires, citando Amoris como sua única autoridade em 2.000 anos de ensinamento da Igreja, declaram em seguida: “Em outras circunstâncias mais complexas, e quando não se pode obter uma declaração de nulidade, a opção mencionada pode não ser de fato viável.” Uma norma moral universal é assim relegada à categoria de uma mera diretriz a ser descartada se um pároco local considerá-la “inviável” em certas “circunstâncias mais complexas” indefinidas. O que são essas “circunstâncias mais complexas” e o que “complexidade” tem a ver com normas morais sem exceção fundadas na Revelação?

Finalmente os bispos chegam à desastrosa conclusão que V.S. tem planejado impor sobre a Igreja desde o começo da “caminhada sinodal”:

Não obstante, igualmente é possível um caminho de discernimento. Se se chega a reconhecer que, num caso concreto, há limitações que atenuam a responsabilidade e a culpabilidade (cf. 301-302), particularmente quando uma pessoa considera que cairia numa falta ulterior prejudicando os filhos da nova união, Amoris Laetitia abre a possibilidade do acesso aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia (cf. notas 336 e 351). Isso por sua vez dispõe a pessoa a seguir amadurecendo e crescendo com a força da graça.

Com seu elogio e aprovação, os bispos de Buenos Aires declaram pela primeira vez na história da Igreja que certas pessoas de uma classe vagamente definida, vivendo em adultério, podem ser absolvidas e receber a Sagrada Comunhão enquanto permanecem naquele estado. As consequências são catastróficas.

PARTE III

Uma “Prática Pastoral” em Guerra com a Doutrina

V.S. aprovou como única interpretação correta de Amoris um cálculo moral que, na prática, minaria toda a ordem moral, não apenas as normas de moralidade sexual que V.S. obviamente busca subverter. É que a aplicação de praticamente qualquer norma moral pode ser considerada “inviável” por uma invocação talismânica de “circunstâncias mais complexas” a serem “discernidas” por um padre ou bispo na “prática pastoral”, enquanto a norma é piedosamente defendida como inalterada e inalterável como “regra geral”.

O critério nebuloso de “limitações que atenuam a responsabilidade e a culpabilidade” poderia ser aplicado a qualquer forma de pecado mortal habitual, incluindo coabitação — que V.S. já associou a “matrimônio verdadeiro” — “uniões homossexuais” — a cuja legalização V.S. tem se recusado a se opor — e contracepção, que, incrivelmente, V.S. declarou ser moralmente permissível para prevenir a transmissão de doenças, o que o Vaticano depois confirmou ser de fato sua opinião.

Assim a Igreja iria, “em certos casos”, contradizer na prática aquilo que ensina em princípio em relação à moralidade, significando que o princípio moral está praticamente derrubado. Em meio ao sínodo fraudulento, mas sem mencionar V.S., o Cardeal Robert Sarah condenou corretamente essa capciosa disjunção entre preceitos morais e sua “aplicação prática”: “A ideia que consistiria em colocar o Magistério numa bela caixa separando-o da prática pastoral — que poderia evoluir de acordo com as circunstâncias, novidades e paixões — é uma forma de heresia, uma perigosa patologia esquizofrênica.”

Porém, de acordo com V.S., baseado em “discernimento” de padres ou ordinários locais, certas pessoas vivendo numa condição objetiva de adultério podem ser consideradas subjetivamente inculpáveis e admitidas à Sagrada Comunhão sem qualquer compromisso com uma vida corrigida, mesmo sabendo que a Igreja ensina que seu relacionamento é adúltero. Numa entrevista recente, o renomado filósofo austríaco Josef Seifert, amigo do Papa João Paulo II e um dos muitos críticos de Amoris, cujas súplicas privadas pela correção ou retratação do documento V.S. tem ignorado, observou publicamente a absurdidade moral e pastoral daquilo que agora V.S. aprova explicitamente:

Como aplicar isso? O padre deveria dizer a uma pessoa adúltera: “Você é um bom adúltero, está em estado de graça, é uma pessoa muito piedosa, então tem minha absolvição sem precisar mudar de vida e pode ir até a Sagrada Comunhão.” E então vem outro e ele [o padre] diz: “Oh, você é um adúltero de verdade. Você precisa se confessar primeiro. Precisa emendar sua vida. Precisa mudar de vida e então pode comungar.”

Quero dizer, como isso vai funcionar?.... Como um padre pode ser um juiz da alma e dizer que um é pecador de verdade e outro um inocente, um bom homem? Isso parece completamente impossível. Apenas um padre que tivesse um tipo de visão das almas como a do Padre Pio seria capaz de dizer isso, e ele [Padre Pio] não diria isso....

Com seu elogio e aprovação, os bispos de Buenos Aires chegam a sugerir que os filhos seriam prejudicados se seus pais divorciados e em segunda união fossem proibidos de continuar a ter relações sexuais fora do casamento enquanto profanam o Santíssimo Sacramento. Um defensor casuístico de seu afastamento da sã doutrina conjectura que isso significa que, quando um parceiro em adultério está sendo “coagido” a continuar a ter relações sexuais adúlteras, sob a ameaça do outro parceiro de abandonar os filhos a não ser que obtenha satisfação sexual, o adultério é apenas um pecado venial. De acordo com essa lógica moral, qualquer pecado mortal, incluindo o aborto, se tornaria venial meramente porque uma parte ameaça romper um relacionamento adúltero se o pecado não for cometido.

Pior ainda, como se fosse possível, os bispos de Buenos Aires, apoiando-se apenas nas novidades de V.S., ousam sugerir que pessoas que continuam habitualmente a ter relações sexuais adúlteras crescerão em graça enquanto recebem de forma sacrílega a Sagrada Comunhão.

V.S. criou assim não uma mera “mudança de disciplina”, mas uma mudança radical na doutrina moral subjacente, que institucionalizará efetivamente uma forma de ética situacional na Igreja, reduzindo preceitos morais objetivos, universalmente vinculantes, a meras regras gerais em relação às quais haverá inúmeras “exceções” subjetivas baseadas em “circunstâncias mais complexas” e “limitações” que supostamente reduziriam pecados mortais habituais a pecados veniais ou mesmo a meras faltas que não trariam qualquer impedimento à Sagrada Comunhão.

Mas Deus Encarnado não admitiu quaisquer exceções ao decretar com Sua divina autoridade: “Todo o que larga sua mulher, e casa com outra, comete adultério: e o que casa com a que foi repudiada de seu marido, comete adultério (Lc 16,18).” Todo.

Além disso, como a Congregação para a Doutrina da Fé, sob João Paulo II, declarou ao rejeitar a “proposta de Kasper”, que tem sido claramente a proposta de V.S. durante todo esse tempo: “Essa norma [excluir pessoas em adultério público dos sacramentos] não é de forma alguma uma punição ou discriminação contra os divorciados em segunda união, mas antes expressa uma situação objetiva que em si mesma tonar impossível a recepção da Sagrada Comunhão.”

Isto é, a Igreja jamais pode permitir que os que vivem em adultério sejam tratados como se suas uniões imorais fossem matrimônios válidos, mesmo se os parceiros em adultério reivindicam de maneira implausível uma inculpabilidade subjetiva, ao mesmo tempo em que conscientemente vivem em violação do ensinamento infalível da Igreja. Porque o escândalo resultante corroeria e acabaria por arruinar a fé das pessoas tanto na indissolubilidade do matrimônio quanto na Presença Real de Cristo na Eucaristia. Com sua plena aprovação, entretanto, os bispos de Buenos Aires rejeitaram a advertência de João Paulo II na Familiaris Consortio de que “se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio.”

Neste exato momento na história da Igreja, entretanto, é V.S. que está levando os fiéis a “erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio.” De fato, V.S. está tão determinado a impor sua vontade errante sobre a Igreja, que em Amoris (n. 303) ousa sugerir que o próprio Deus aceita as constantes relações sexuais dos divorciados em segunda união se estes não podem fazer nada melhor em suas circunstâncias “complexas:”

Mas esta consciência pode reconhecer não só que uma situação não corresponde objetivamente à proposta geral do Evangelho, mas reconhecer também, com sinceridade e honestidade, aquilo que, por agora, é a resposta generosa que se pode oferecer a Deus e descobrir com certa segurança moral que esta é a doação que o próprio Deus está a pedir no meio da complexidade concreta dos limites, embora não seja ainda plenamente o ideal objetivo.

Ao aprovar explicitamente a Sagrada Comunhão para certos adúlteros públicos, em sua carta para Buenos Aires, V.S. também enfraquece a capacidade de bispos mais conservadores manterem o ensinamento tradicional da Igreja. Como poderão bispos nos Estados Unidos, Canadá e Polônia, por exemplo, continuar a insistir na disciplina bimilenar da Igreja, intrinsecamente conectada com a verdade revelada, quando V.S. dispensou-a em Buenos Aires com a autoridade de sua “exortação apostólica”? Em que bases eles se sustentarão contra um enxame de objeções, agora que V.S. removeu o chão da Tradição de sob os pés deles?

Em resumo, após anos de ardilosa ambiguidade em relação à situação de pessoas vivendo em adultério público com respeito à Confissão e à Sagrada Comunhão, V.S., também ardilosamente, declara agora a suposta derrubada da doutrina e da prática da Igreja usando uma carta “confidencial” que devia saber que seria vazada, enviada em resposta a um documento de Buenos Aires que V.S. bem pode ter solicitado como parte do processo que vem guiando desde que o fraudulento “Sínodo sobre a Família” foi anunciado.

Como o autor e intelectual católico Antonio Socci escreveu: “É a primeira vez na história da Igreja que um Papa coloca a sua assinatura em uma reversão da lei moral.” Nenhum Papa anterior jamais havia perpetrado tal ultraje.

“Exceções” à Lei Moral Não Podem Ser Confinadas

É bastante curioso, entretanto, que seu novo cálculo moral não pareça se aplicar a outros pecados que V.S. condena constantemente, ainda que observando cuidadosamente os limites do politicamente correto. Em nenhum lugar, por exemplo, V.S. indica que “circunstâncias mais complexas” ou “limitações que atenuam a responsabilidade e a culpabilidade” desculpariam os mafiosos que V.S. “excomungou” retoricamente en masse e a quem alertou sobre o Inferno, os ricos que condena como “sanguessugas” ou mesmo os católicos observantes que acusa grotescamente do “pecado de adivinhação” e do “pecado de idolatria” porque eles não aceitarão “as surpresas de Deus” — isto é, as novidades de V.S.

Seu pontificado inteiro parece estar centrado em declarar uma anistia apenas para os pecados da carne, justamente aqueles que, como Nossa Senhora de Fátima alertou, mandam mais almas para o inferno do que qualquer outro. Mas o que lhe faz pensar que o gênio moral que V.S. deixou fora da garrafa, e que chama de “Deus das surpresas”, pode ser confinado apenas àqueles preceitos morais que V.S. considera de aplicação exageradamente rígida? Criar exceções a um preceito moral que não admite exceções significa efetivamente desfazer todos eles. Sua novidade ataca as fundações da Fé e ameaça demolir o edifício moral inteiro da Igreja “como um castelo de cartas” — o mesmo resultado que V.S. acusa os católicos observantes de promoverem por conta de seu suposto “rigorismo” e apego a “regras mesquinhas.”

Mas V.S. não se dá conta dessas consequências óbvias. Ao ser perguntado sobre como lida com a oposição de “ultraconservadores” — isto é, bispos e cardeais que apenas são fiéis à doutrina V.S. respondeu com a arrogância despreocupada que é marca característica de seu governo da Igreja: “Eles fazem o trabalho deles, eu faço o meu. Eu quero uma Igreja que seja aberta, compreensiva, que acompanhe as famílias feridas. Eles dizem não para tudo. Eu sigo em frente, sem olhar para trás.”

Numa surpreendente amostra de desprezo arrogante pela Igreja da qual foi eleito chefe, V.S. ousou dizer: “É porque a própria Igreja algumas vezes segue uma linha dura, cai na tentação de seguir uma linha dura, na tentação de enfatizar apenas as regras morais, que muitas pessoas são excluídas.”

Nunca antes um Papa havia declarado que iria pessoalmente corrigir a falta de abertura e de compreensão da Igreja e sua “tentação” de seguir uma “linha dura” sobre moralidade a ponto de “excluir” pessoas. Esses pronunciamentos perturbadoramente arrogantes dão origem à distinta impressão de que sua inesperada eleição representa quase um desenvolvimento apocalíptico.

Ignorando Todas as Súplicas, V.S. Segue Adiante com Sua “Revolução”

Enquanto segue com sua obra de destruição, V.S. tem ignorado toda súplica privada que lhe é endereçada, incluindo inúmeros pedidos para que afirme que Amoris Laetitia não se desvia do ensinamento anterior, e também um documento preparado por um grupo de estudiosos católicos que identificaram proposições heréticas e errôneas em Amoris e apelaram para que V.S. as condenasse e retirasse. É evidente que V.S. não tem qualquer intenção de aceitar correção fraterna de ninguém, nem mesmo de cardeais que têm pedido que V.S. “esclareça” a conformidade de seu ensinamento com o Magistério infalível.

Pelo contrário, quanto mais alarmados ficam os fiéis, mais audaciosamente V.S. age. Dando continuidade a seu relaxamento programático na prática do ensinamento moral da Igreja em relação a sexualidade, V.S. autorizou o Conselho Pontifício para a Família a publicar a primeira cartilha para “educação sexual” em sala de aula já promulgada pela Santa Sé. Uma das associações de fiéis leigos que tem se levantado em defesa da família em face do silêncio geral da hierarquia ante sua investida de novidades dissolventes publicou um resumo dessa terrível cartilha, que viola descaradamente o ensinamento constante da Igreja contra qualquer forma de “educação sexual” explícita em sala de aula:

• Entrega a formação sexual das crianças aos educadores, deixando os pais de fora da equação.

• Não nomeia nem condena comportamentos sexuais como fornicação, prostituição, adultério, sexo com contraceptivos, atividade homossexual e masturbação como ações objetivamente pecaminosas que destroem a caridade no coração e levam as pessoas para longe de Deus.

• Não alerta os jovens sobre a possibilidade de separação eterna de Deus (danação) por cometer pecados sexuais graves. O Inferno não é mencionado nem uma vez.

• Não distingue entre pecado mortal e venial.

• Não fala sobre o 6º e o 9º mandamentos, ou sobre qualquer outro mandamento.

• Não ensina sobre o sacramento da Confissão como uma forma de restaurar o relacionamento com Deus após cometer um pecado grave.

• Não menciona um saudável sentimento de vergonha quando se trata do corpo e da sexualidade.

• Ensina a meninos e meninas na mesma sala.

• Orienta que meninos e meninas compartilhem juntos em sala de aula seu entendimento de frases como: “O que a palavra sexo sugere para você?”

Pede a uma turma mista que “indique onde a sexualidade está localizada em meninos e meninas.”

Fala sobre o “processo de excitação”.

• Usa imagens sexualmente explícitas e sugestivas em exercícios de atividades (aqui, aqui e aqui).

Recomenda vários filmes sexualmente explícitos como pontos de partida para discussão....

• Não fala do aborto como gravemente errado, mas apenas que causa “grande dano psicológico.”

• Confunde os jovens ao usar frases como “relacionamento sexual” para indicar não o ato sexual, mas um relacionamento focado na pessoa inteira.

Fala de “heterossexualidade” como algo a ser “descoberto.”

• Usa uma celebridade “gay” como exemplo de uma pessoa talentosa e famosa.

• Endossa o paradigma do “ficar” como um passo em direção ao matrimônio.


• Não enfatiza o celibato como a forma suprema de autodoação que constitui o próprio significado da sexualidade humana.

• Não menciona o ensinamento de Cristo sobre o matrimônio.

A mesma associação observa que a cartilha “viola normas previamente promulgadas pelo mesmo conselho pontifício.” Outra associação leiga protesta que a cartilha “faz frequente uso de imagens sexualmente explícitas e moralmente questionáveis, não identifica claramente nem explica a doutrina católica a partir de fontes elementares incluindo os Dez Mandamentos e o Catecismo da Igreja Católica e compromete a inocência e a integridade das crianças sob o correto cuidado de seus pais.” Líderes leigos no movimento pró-família católico denunciaram-na corretamente como “completamente imoral,” “inteiramente inapropriada,” e “bastante trágica.” Como um deles declarou: “Os pais não devem ter qualquer ilusão: o pontificado do Papa Francisco marca a rendição das autoridades do Vaticano à revolução sexual mundial e ameaça diretamente seus próprios filhos.

Mas esse distanciamento radical do ensinamento e prática anteriores apenas mantém a linha das novidades de Amoris, que diz “sim à educação sexual” em “instituições educativas”, enquanto ignora completamente o ensinamento tradicional da Igreja de que os pais, não os professores em sala de aula, têm a responsabilidade primária de prover qualquer instrução necessária a seus filhos nessa área tão sensível, tomando cuidado para não “descer a particularidades”, mas sabendo antes “usar daqueles remédios que, produzindo um duplo efeito, inoculam a virtude da castidade e fecham a entrada ao vício.”

Sua “revolução” está longe de ser confinada a questões sexuais, entretanto. V.S. recentemente também reuniu uma comissão, incluindo seis mulheres, para “estudar” a questão das “diaconisas”, que já foi estudada por uma comissão do Vaticano em 2002. Aquela comissão concluiu que o diaconato pertence ao estado clerical ordenado juntamente com o presbiterado e o episcopado, e que as chamadas “diaconisas” na Igreja primitiva não eram ministras ordenadas, mas apenas ajudantes eclesiais sem autoridade maior do que a de freiras, que realizavam serviços limitados próprios para mulheres, mas certamente não batismos ou matrimônios. As “diaconisas” que V.S. parece contemplar não seriam assim mais do que mulheres disfarçadas em trajes clericais, já que mulheres não podem receber qualquer grau do Sacramento das Sagradas Ordens.

À medida que continua a enfraquecer o respeito pela absoluta seriedade e caráter sobrenatural do matrimônio sacramental, parece que V.S. está se preparando para enfraquecer ainda mais o respeito já drasticamente diminuído pelo sacerdócio masculino. O que vem em seguida? Talvez um “relaxamento” da tradição apostólica do celibato sacerdotal, que V.S. já declarou estar “na minha agenda”.

E agora, enquanto sua “revolução” continua a acelerar, V.S. se prepara para partir para a Suécia em Outubro, onde participará de um “culto de oração” conjunto com um “bispo” luterano casado, chefe da Federação Luterana Mundial pró-aborto e pró-“casamento gay”, para “comemorar” a chamada Reforma lançada por Martinho Lutero.

É inconcebível que um Romano Pontífice vá honrar a memória desse maníaco, o herege mais destrutivo da história da Igreja, que despedaçou a unidade da Cristandade e abriu caminho para a violência e o derramamento de sangue sem fim e para o colapso dos costumes através da Europa. Como Lutero vergonhosamente declarou: “Se eu conseguir acabar com a Missa, então creio que terei dominado completamente o Papa. Se o costume sacrílego e amaldiçoado da Missa for derrubado, então tudo o mais cairá.” É supremamente irônico que o arqui-herege que V.S. pretende honrar com sua presença tenha pronunciado aquelas palavras numa carta a Henrique VIII, que levou toda a Inglaterra ao cisma porque o Papa não quis acomodar-se ao seu desejo de divórcio e “segundo casamento”, incluindo acesso aos sacramentos.

Precisamos Opor-nos a Vossa Santidade

Nesse ponto em seu tumultuoso mandato como “Bispo de Roma”, está além de qualquer dúvida razoável que sua presença na Sé de Pedro representa um perigo claro e presente para a Igreja. Em vista desse perigo, temos de perguntar:

V.S. não está minimamente preocupado com o escândalo e a confusão que suas palavras e feitos têm causado em relação à missão salvífica da Igreja e seu ensinamento sobre fé e moral, particularmente na área do matrimônio, da família e da sexualidade?

Nunca lhe ocorreu que o interminável aplauso do mundo para “a revolução de Francisco” é precisamente o mau presságio sobre o qual Nosso Senhor alertou?: “Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam aos falsos profetas os pais deles (Lc 6,26).”

V.S. não tem qualquer senso de alarme sobre as divisões que tem provocado dentro da Igreja, com alguns bispos se desviando do ensinamento de seus predecessores sobre os divorciados em segunda união, baseados apenas em sua suposta autoridade, enquanto outros tentam manter a doutrina e prática bimilenares que V.S. tem trabalhado sem cessar para derrubar?

V.S. não pensa nada sobre as inúmeras comunhões sacrílegas que resultarão de sua autorização da Sagrada Comunhão para pessoas que vivem objetivamente em adultério público e em outras “situações irregulares”, que V.S. já permitiu en masse como Arcebispo de Buenos Aires?

V.S sequer reconhece que a recepção da Sagrada Comunhão por pessoas que vivem em adultério é uma profanação, uma ofensa direta contra “o Corpo do Senhor (1Cor 11,29)”, merecedora de danação, assim como um escândalo público que ameaça a fé de outros, como tanto Bento XVI quanto João Paulo II insistiram, alinhados com todos os seus predecessores?

V.S. realmente pensa que tem o poder de decretar exceções “misericordiosas” em “certos casos” para preceitos morais divinamente revelados, de forma a satisfazer sua noção pessoal de “inclusão”, sua evidentemente benigna visão do divórcio e da coabitação e sua falsa noção do que chama de “caridade pastoral” em sua carta aos bispos de Buenos Aires? Como se fosse pouco caridoso exigir que adúlteros e fornicadores cessem suas relações sexuais imorais antes de tomarem parte no Santíssimo Sacramento!

V.S. não tem respeito pelo ensinamento em contrário de todos os Papas que lhe precederam?

Enfim, V.S. não teme o Senhor e Seu julgamento, que constantemente minimiza ou nega em seus sermões e comentários espontâneos, chegando a declarar — exatamente ao contrário do Credo — que “o Bom Pastor... não procura julgar, mas amar”?

Temos de concordar com a avaliação do jornalista católico acima mencionado, a respeito de sua insana insistência em dar a Sagrada Comunhão para pessoas em relações sexuais imorais: “Toda esta questão é bizarra. Não há palavra melhor.” Além disso, entretanto, todo seu bizarro pontificado tem dado origem a uma situação que a Igreja nunca viu antes: um ocupante da Sé de Pedro cujos comentários, pronunciamentos e decisões são golpes na integridade da Igreja contra os quais os fiéis têm de se proteger constantemente. Como o mesmo escritor conclui: “Digo isso com tristeza, mas temo que o restante deste papado seja marcado por dissensões, acusações de heresia papal, ameaças – e talvez efetivação – de cisma. Senhor, tende piedade.”

Porém, quase toda a hierarquia ou sofre em silêncio ou celebra exultante esse desastre. Mas foi assim também durante a grande crise ariana do século IV, quando, como observou notoriamente o Cardeal Newman:

O conjunto do episcopado foi infiel à sua missão, enquanto o conjunto dos leigos foi fiel ao seu batismo; [e] certa vez o Papa, outras vezes a sé patriarcal, metropolitana e outras grandes sés, e outras vezes concílios gerais disseram o que não deviam ter dito, ou fizeram aquilo que obscureceu e comprometeu a verdade revelada; enquanto, por outro lado, foi o povo cristão que, sob a Providência, tornou-se a força eclesial de Atanásio, Hilário, Eusébio de Vercelli e outros grandes confessores solitários, que teriam fracassado sem ele.

Se devemos ser fiéis às promessas de nosso Batismo e de nossa Confirmação, nós membros do laicato, apesar de indignos pecadores, não podemos permanecer em silêncio ou passivos diante de suas depredações. Somos compelidos pelos ditames da consciência a acusá-lo publicamente diante de nossos irmãos católicos, conforme exigido pela verdade revelada, pela lei divina e natural e pelo bem comum eclesial. Para lembrar o ensinamento de Santo Tomás citado acima, não há qualquer exceção para o Papa em relação ao princípio da justiça natural de que súditos podem repreender seu superior, mesmo publicamente, quando há “perigo iminente de escândalo para a fé.” Bem ao contrário, a própria razão demonstra que, mais do que qualquer outro prelado, o Papa tem de ser corrigido, mesmo por seus súditos, se “porventura se desviar do caminho reto.”

Sabemos que a Igreja não é mera instituição humana e que sua indefectibilidade é garantida pelas promessas de Cristo. Papas vêm e vão, e a Igreja sobreviverá mesmo a este pontificado. Mas também sabemos que Deus se digna operar através de instrumentos humanos e que, mais do que as obrigações essenciais de oração e penitência, Ele espera dos membros da Igreja Militante, tanto do clero quanto dos leigos, uma defesa militante da fé e da moral contra ameaças de qualquer fonte — mesmo que seja do Papa, como a história da Igreja já demonstrou mais de uma vez.

Por amor a Deus e à Bem-Aventurada Virgem, Mãe da Igreja, a quem V.S. professa venerar, suplicamos que abjure seus erros e desfaça o imenso dano que causou à Igreja, às almas e à causa do Evangelho, para que não siga o exemplo do Papa Honório, um protetor e instigador de heresia anatematizado por um concílio ecumênico e por seu próprio sucessor, e assim acabe trazendo sobre si “a ira do Deus Todo-Poderoso e dos Bem-Aventurados Apóstolos Pedro e Paulo.”

Mas se V.S. não ceder na busca de sua vangloriosa “visão” de uma Igreja mais “misericordiosa” e evangélica do que aquela fundada por Cristo, cuja doutrina e disciplina V.S. tenta dobrar à sua vontade, que os cardeais que se arrependem do erro de tê-lo eleito honrem seu juramento de sangue e ao menos exijam publicamente que V.S. mude de rumo ou entregue o ofício que eles tão imprevidentemente lhe confiaram.

Enquanto isso, temos o dever de opor-nos a seus erros de acordo com nossa própria posição na Igreja e exortar nossos irmãos católicos a se unirem nessa oposição, usando todo meio legítimo a nossa disposição para mitigar o dano que V.S. parece determinado a infligir sobre o Corpo Místico de Cristo. Tendo falhado todos os outros recursos, nenhuma outra opção nos resta.

Que Deus tenha misericórdia de nós, Sua Santa Igreja, e de Vossa Santidade, seu chefe terreno.

Maria, Auxílio dos Cristãos, Rogai por Nós!

This just in from Trueorfalsepope.com:

Let’s face it. Many Catholics – and not just the “rad trads,” – are questioning whether Francis is the true Pope. The issues which have given rise to this questioning are no secret, and have left many Catholics in a state of bewilderment. Putting aside those who have publicly denounced Francis as an antipope, many others simply don’t know what to believe, or even what principles should guide them in forming their judgment. Recently, one Catholic writer stated that “we don’t have the authority” to declare Francis an antipope, and “Francis is the pope until a future pope says he’s not.” Yet, the same writer, in the same article, said she didn’t have “any real objection to someone thinking that perhaps Bergoglio is an antipope” and even concluded that “You can believe it” [that Francis is an antipope].

Confusion and even contradictions seem commonplace, even among knowledgeable Catholics.

In this article, we will take up the controversy surrounding the questionable resignation of Pope Benedict and whether Francis “the Bishop of Rome” is the legitimate Pope. At the outset we should note that it is not our intent to provide definitive answers to all of the questions involved, but only to apply the applicable principles and present what seems clear to us is the correct approach for Catholics to take, as they seek to navigate their way through the ever-increasing crisis of the Church and the papacy.

What are the issues that have caused some to doubt or deny Francis’ legitimacy? The primary issue concerns the validity of Benedict’s resignation. READ ARTICLE HERE

REMNANT COMMENT: One point I’ve always found somewhat perplexing about this issue: If tomorrow I were to denounce Francis as an antipope, what would that actually accomplish—other than making the neo-Catholic critics of The Remnant very happy? In other words, if I pronounce those words I'd be hailed by a few folks on the Internet for having the "courage to say it like it is". Our sedevacantist friends would waste no time pointing out how, "finally and at long last, The Remnant woke up".  But then what? Is our situation somehow improved? Is the Church out of crisis? Do we get to leave the battlefield and go back home?

Either way, it seems to me, the Church we love and have sworn to defend remains in the control of her enemies. And since this thing is very difficult to prove, and exceedingly polarizing among good people -- what's the point? Either way we all need to stand together, proclaim the Truth, defend the Church AND get our buildings back.

To me it's rather a moot point, and one that I find less and less pressing under this pontificate. Why? Because making the big, dramatic proclamation that Francis is an antipope may feel good for a few minutes but, ultimately, it will only serve to divide and weaken his opposition. At the moment, many people in places high and low in the Church are waking up to what this troubled man is really all about. If we really want to form a movement that can certainly undermine his agenda, if not eventually stop him altogether, it seems supremely counterproductive to do or say that which can only divide those forces ready to stand and resist him.

He may be an antipope, and, if he is, that certainly would not shake my faith.  It's happened before and it will happen again. But until those in authority are given the grace by God to stand and challenge him as such, I'm perfectly content to do whatever I can to resist him --  to resist POPE Francis and to pray for him.


Michael J. Matt, Christopher A. Ferrara, John Vennari:
Vádoljuk Ferenc pápát - Nyílt levél Ferenc pápának

Az eredeti angol nyelvű levél  ITT » olvasható.       2

016. szeptember 19. A Hétfájdalmú Szűz hónapjában, Szent Januárius püspök és vértanú  ünnepnapján

Szentatya:
Ezt a beszámolót mi, mint alázatos szívű, kétségbeesett laikusok írjuk,  és az Ön pápasága elleni vádiratnak kell neveznünk , amely pápaság olyan mértékben csapás az Egyház számára, amennyire örömét leli a világi hatalomban.  Az az esemény, amely bennünket arra késztetett, hogy ezt a lépést megtegyük, az Ön  Buenos Aires-i püspököknek írt "bizalmas" levelének a nyilvánosságra kerülése volt, amelyben Ön kizárólag  az Amoris Laetitia-ban kifejezett saját nézeteire alapozva  megengedi "második házasságban élő" bizonyos nyilvános házasságtörőknek  a szentgyónás és a szentáldozás szentségeihez való járulását azon erős elhatározás nélkül, hogy felhagynak a bűnös szexuális kapcsolatukkal. READ MORE HERE

REMNANT COMMENT: Our open letter to Pope Francis, With Burning Concern: We Accuse Pope Francis, picked up nearly 50,000 views in just two days. Part III will be posted late this evening, and, in the meantime, the document has been translated into French, Spanish, Hungarian and a Porguguese translation is in progress.

Many thanks to our friends in Budapest for their support and translation. MJM
 

a french

Avec une ardente préoccupation : Nous accusons le Pape François

Le 19 septembre 2016
Fête de Saint Janvier au cours du mois de Notre-Dame des Douleurs


Votre Sainteté :
Le récit qui suit, écrit dans notre désespoir en tant qu’humbles membres laïcs, est ce que nous devons appeler une accusation concernant votre pontificat, qui a été une calamité pour l'Église toute en proportion contraire avec lequel il ravit les puissances de ce monde. Le point culminant qui nous a poussés à entreprendre cette étape a été la révélation de votre lettre « confidentielle » aux Évêques de Buenos Aires les autorisant, uniquement sur la base de vos propres points de vue exprimés dans Amoris Laetitia, à admettre certains adultères publics en « deuxième mariage » aux Sacrements de la Confession et de la Sainte Communion sans ferme intention de modifier leur vie en cessant leurs relations sexuelles adultères.

Vous avez ainsi défié les Paroles de Notre Seigneur Lui-même qui condamne le divorce et le « remariage » comme étant de l'adultère en soi, sans exception, vous avez bravé l'avertissement de Saint Paul sur la peine divine pour la réception indigne du Saint-Sacrement, vous avez défié l'enseignement de vos deux prédécesseurs immédiats qui est conforme avec la Doctrine morale bimillénaire et la discipline Eucharistique de l'Église enracinée dans la Révélation Divine, le Code de Droit Canon et toute la Tradition.

Vous avez déjà provoqué une fracture dans la discipline universelle de l'Église alors que quelques Évêques la maintiennent encore malgré Amoris Laetitia tandis que d'autres, y compris ceux à Buenos Aires, annoncent un changement basé uniquement sur l'autorité de votre scandaleuse « Exhortation Apostolique ». Rien de tout cela n’est jamais arrivé dans l'histoire de l'Église.

Pourtant, presque sans exception, les membres conservateurs de la hiérarchie observent un silence politique tandis que les libéraux se réjouissent publiquement de leur triomphe grâce à vous. Presque personne dans la hiérarchie est en opposition à votre mépris total de la saine Doctrine et de la pratique même si plusieurs murmurent privément contre vos déprédations. Ainsi, comme il en a été pendant la crise Arienne, il incombe aux laïcs de défendre la Foi au milieu d'une défection quasi-universelle du devoir de la part des hiérarques.

Bien sûr, nous ne sommes rien dans l'ordre des choses et pourtant, en tant que membres laïcs baptisés du Corps Mystique, nous sommes dotés du droit donné par Dieu et du devoir corrélatif consacré par le droit de l'Église (cf. CDC canon 212) de vous communiquer ainsi qu’à nos frères Catholiques ce qui concerne la crise aiguë que votre gouvernement de l'Église a provoqué au milieu d'un état déjà chronique de crise ecclésiale suivant le Concile Vatican II.

Les instances privées s’étant avérées tout à fait inutiles, comme nous le soulignons ci-dessous, nous avons publié ce document pour décharger notre fardeau de conscience face au grave préjudice que vous avez infligé et menacez d'infliger sur les âmes et le bien commun ecclésial, et aussi pour exhorter nos frères Catholiques à se tenir dans une opposition de principe à votre abus continu de la fonction papale, en particulier lorsque cela concerne l'enseignement infaillible de l'Église contre l'adultère et la profanation de la Sainte Eucharistie.

En prenant la décision de publier ce document, nous avons été guidés par l'enseignement du Docteur angélique sur une question de justice naturelle dans l'Église :

    « Remarquons toutefois que, s'il y avait danger pour la foi, les supérieurs devraient être repris par les inférieurs, même en public. Aussi Paul, qui était soumis à Pierre, l'a-t-il repris pour cette raison. Et à ce sujet la Glose d'Augustin explique : « Pierre lui-même montre par son exemple à ceux qui ont la prééminence, s'il leur est arrivé de s'écarter du droit chemin, de ne point refuser d'être corrigés, même par leurs inférieurs » ».[Summa Theologiae, II-II, Q. 33, Art 4]

Nous avons été guidés aussi bien par l'enseignement de Saint Robert Bellarmin, Docteur de l'Église, en ce qui concerne la résistance licite à un rebelle Pontife Romain :

    « Par conséquent, tout comme il serait légitime de résister à un Pontife qui envahirait un corps, il est donc légitime de lui résister dans son invasion des âmes ou d’en déranger l’état, et beaucoup plus s'il devait essayer de détruire l'Église. Je dis qu’il est permis de lui résister, en ne faisant pas ce qu'il commande et en le bloquant de peur qu'il puisse procéder selon sa volonté ... [De Controversiis sur le Pontife Romain, Bk. 2, chap. 29] ».

Les Catholiques du monde entier, et pas seulement les « Traditionalistes », sont convaincus que la situation hypothétiquement envisagée par Bellarmin est aujourd'hui une réalité. Cette conviction constitue la motivation sous-jacente à ce document.

Que Dieu soit le juge de la droiture de nos intentions.

Christopher A. Ferrara
Chroniqueur Principal, The Remnant

Michael J. Matt
Editeur, The Remnant

John Vennari
Editeur, Catholic Family News


LIBELLÉ DE L’ACCUSATION


    Par la grâce de Dieu et la loi de l'Église, une plainte contre François, Pontife Romain, en raison du danger pour la Foi et un grave préjudice aux âmes et au bien commun de la Sainte Église Catholique.


Quel genre d’humilité est-ce ?

Dans la nuit de votre élection, parlant depuis le balcon de la Basilique Saint-Pierre, vous avez déclaré : « Le devoir du Conclave était de donner un Évêque à Rome ». Même si la foule devant vous était composée de gens de partout dans le monde, les membres de l'Église universelle, vous avez exprimé seulement des remerciements « pour l'accueil qui est venu de la communauté diocésaine de Rome ». Vous avez également exprimé l'espoir que « ce pèlerinage de l'Église que nous commençons aujourd'hui » soit « utile pour l'évangélisation de cette belle ville ». Vous avez demandé aux fidèles présents sur la Place Saint-Pierre de prier, non pas pour le Pape, mais « pour leur Évêque » et vous avez dit que le lendemain vous « iriez prier la Vierge pour qu'elle puisse protéger Rome ».

Vos remarques étranges à cette occasion historique ont commencé avec les exclamations banales « Frères et soeurs, bonne soirée » et a pris fin avec une intention aussi banale : « Bonne nuit et dormez bien ! » Pas une seule fois au cours de cette première adresse avez-vous référé à vous-même en tant que Pape ou fait référence à la dignité suprême de la fonction à laquelle vous aviez été élu : celle du Vicaire du Christ dont la mission divine est d'enseigner, gouverner et sanctifier l'Église universelle et diriger sa mission à faire des disciples de toutes les nations.

Presque dès le moment de votre élection, une sorte de campagne de relations publiques sans fin a commencé dont le thème est votre humilité singulière parmi les Papes, un simple « Évêque de Rome » par opposition aux prétentions monarchiques supposées de vos prédécesseurs, de leurs vêtements élaborés ainsi que leurs chaussures rouges que vous avez évitées de porter. Vous avez donné les premières indications d'une décentralisation radicale de l'autorité papale en faveur d'une « Église Synodale » prenant exemple sur le point de vue orthodoxe du « sens de la collégialité épiscopale et de leur expérience de la synodalité ». Les médias en exultation ont immédiatement salué « la Révolution François ».

Pourtant, cet affichage ostentatoire de l'humilité a été accompagné d'un abus de pouvoir de la fonction papale sans précédent dans l'histoire de l'Église. Au cours des trois dernières années et demie, vous avez sans cesse promu vos propres opinions et désirs sans la moindre considération pour l'enseignement de vos prédécesseurs, pour les traditions bimillénaires de l'Église ou les immenses scandales que vous avez causés. En d'innombrables occasions, vous avez choqué et confus les fidèles ainsi que ravi les ennemis de l'Église avec des déclarations hétérodoxes et même absurdes, tout en accumulant insultes après insultes auprès des Catholiques pratiquants dont vous vous moquez sans cesse comme étant les Pharisiens des derniers jours et des « rigoristes ». Votre comportement personnel en est souvent arrivé bien bas par des actes de bouffonnerie au grand plaisir des foules.

Vous avez constamment ignoré l'avertissement salutaire de votre prédécesseur immédiat, qui a démissionné de la papauté dans des circonstances mystérieuses huit ans après avoir demandé aux Évêques réunis devant lui au début de son pontificat de : « Priez pour moi, afin que je ne me dérobe pas par crainte des loups ». Pour citer votre prédécesseur dans sa première homélie comme Pape :

    « Le Pape n’est pas un monarque absolu dont les pensées et les désirs sont des lois. Au contraire : le ministère du Pape est une garantie de l'obéissance au Christ et à sa Parole. Il ne doit pas proclamer ses propres idées mais plutôt se plier constamment lui-même et l'Église à l'obéissance à la Parole de Dieu, face à toutes les tentatives de l'adapter ou de l’édulcorer sous toute forme d'opportunisme ».


Une ingérence sélective en politique, toujours politiquement correcte

Tout au long de votre mandat comme « Évêque de Rome », vous avez montré peu de considération pour les limites de l'autorité et de la compétence papale. Vous vous êtes immiscés dans les affaires politiques telles que la politique de l'immigration, le droit pénal, l'environnement, le rétablissement des relations diplomatiques entre les États-Unis et Cuba (tout en ignorant le sort des Catholiques sous la dictature de Castro) et, même, vous vous êtes opposé au mouvement de l'indépendance Écossaise. Pourtant, vous refusez de vous opposer aux gouvernements laïques quand ils défient les Lois Divine et naturelle par des mesures telles que la légalisation des « unions homosexuelles » qui est une question de Lois Divine et naturelle au sujet desquelles un Pape peut et doit intervenir.

En fait, vos nombreuses condamnations de maux sociaux — chacune d'elles étant des cibles politiquement sûres — sont constamment démenties par vos propres actions compromettant le témoignage de l'Église contre les erreurs multiples de la modernité :

    « Contrairement à l'enseignement constant de l'Église basée sur la Révélation, vous demandez l'abolition totale dans le monde de la peine de mort, peu importe la façon la gravité du crime et même l'abolition des peines à vie, et pourtant vous n’avez jamais appelé à l'abolition de l'avortement légalisé que l'Église a constamment condamné comme l'assassinat en masse d'innocents ».

    « Vous déclarez que les simples fidèles pèchent gravement s’ils ne parviennent pas à recycler leurs déchets ménagers et à éteindre l'éclairage inutile alors que vous-mêmes dépensez des millions de dollars sur des événements de masse vulgaires entourant votre personne dans divers pays vers lesquels vous voyagez avec de grandes suites en charter jets qui émettent de grandes quantités d'émissions de carbone dans l'atmosphère ».

    « Vous exigez l'ouverture des frontières pour les « réfugiés » Musulmans en Europe, qui sont en majorité des hommes d'âge militaire alors que vous vivez derrière les murs d'une cité-état du Vatican qui excluent strictement les non-résidents — murs construits par Léo IV pour éviter un second pillage Musulman de Rome ».

    « Vous parlez sans cesse des pauvres et des « périphéries » de la société, mais vous vous alliez avec la hiérarchie Allemande riche et corrompue, pro-avortement, pro-contraception, et aussi avec des célébrités et des potentats du globalisme pro-homosexuels ».

    Vous raillez la recherche du profit des entreprises cupides et « l'économie qui tue », tandis que vous honorez avec des audiences privées et recevez des dons somptueux des technocrates les plus riches du monde et des chefs d'entreprise permettant même à l’entreprise Porsche de louer la Chapelle Sixtine pour un « magnifique concert ... organisé exclusivement pour les participants » qui ont payé quelque 6 000 $ chacun pour une visite de Rome — la première fois qu’un Pape a permis que cet espace sacré soit utilisé pour un événement d'entreprise ».

    « Vous demandez une fin à « l'inégalité », alors que vous embrassez des dictateurs communistes et socialistes qui vivent dans le luxe tandis que les masses souffrent sous leur joug ».

    « Vous condamnez un candidat Américain à la présidence comme étant un « non Chrétien » parce qu'il cherche à empêcher l'immigration clandestine, mais vous ne dites rien contre les dictateurs athées que vous embrassez et qui ont commis des assassinats de masse, persécutant l'Église et emprisonnant des Chrétiens dans des états policiers ».

Dans la promotion de vos opinions personnelles sur la politique et les politiques publiques comme si vos opinions étaient la Doctrine Catholique, vous n’avez pas hésité à abuser même de la dignité d'une encyclique papale en l'employant pour endosser les affirmations discutables et même manifestement et scientifiquement frauduleuses concernant le « changement climatique », le « cycle du carbone », la « pollution du dioxyde de carbone » et l’« acidification des océans ». Le même document exige aussi que les fidèles répondent à une prétendue « crise écologique » en soutenant des programmes laïques sur l'environnementalisme, tels que les Objectifs de Développement Durable des Nations Unies, que vous avez loués, même s’ils appellent à « l'accès universel à la santé sexuelle et reproductive » qui signifie clairement dans ce programme la contraception et l'avortement.


Un indifférentisme rampant

Étant à peine un pionnier concernant les nouveautés destructrices post-conciliaires de l’« oecuménisme » et du « dialogue interreligieux », vous avez promu à un degré jamais vu, même pendant les pires années de la crise post-conciliaire, un indifférentisme religieux spécifique qui exempte pratiquement la mission de l'Église d’être l'arche de salut.

Concernant les Protestants, vous déclarez qu'ils sont tous membres de la même « Église du Christ » en tant que Catholiques, indépendamment de ce qu'ils croient, et que les différences Doctrinales entre Catholiques et Protestants sont des questions relativement triviales à être élaborées par accord entre des théologiens.

Compte tenu de cette opinion, vous avez activement découragé les conversions Protestantes, y compris celle de l’« Évêque » Tony Palmer, qui appartenait à une secte Anglicane séparée qui prétend ordonner des femmes. Comme l’a raconté Palmer, quand il a mentionné son désir de « rentrer à la maison de l'Église Catholique », vous lui avez donné cette réponse terrible : « Personne ne rentre à la maison. Vous êtes en chemin vers nous et nous sommes en chemin vers vous et nous allons nous rencontrer au milieu ». Le milieu de quoi ? Palmer est mort dans un accident de moto peu après. Sur votre insistance, cependant, l'homme dont la conversion a été délibérément entravée par vous a été enterré en tant qu’Évêque Catholique — une moquerie qui était contraire à l'enseignement infaillible de votre prédécesseur à l’effet que les « ordinations effectuées selon le rite anglican ont été et sont absolument nulles et tout à fait nulles ».[Léon XIII, Apostolicae curae (1896), DZ 3315]

Quant aux autres religions en général, vous avez adopté comme programme virtuel l'erreur très condamnée par le Pape Pie XI seulement 34 ans avant Vatican II : « Cette fausse opinion qui considère que toutes les religions sont plus ou moins bonnes et louables car elles manifestent toutes de différentes façons et signifient ce sens qui est inné en chacun de nous et par lequel nous sommes emmenés vers Dieu et à la reconnaissance obéissante de Son Règne ». Vous avez été tout à fait inattentif à l'avertissement de Pie XI : « Que celui qui supporte ceux qui endossent ces théories et tente de les réaliser, abandonne tout à fait la religion divinement révélée ». À cet égard, vous avez laissé entendre que même les athées peuvent être sauvés simplement en faisant du bien, suscitant ainsi des éloges ravis par les médias.

Il semble que, selon votre point de vue, la thèse hérétique de Rahner portant sur le « Chrétien anonyme » et qui embrasse la quasi-totalité de l'humanité et impliquant le salut universel, a définitivement remplacé l'enseignement de Notre Seigneur qui affirme le contraire : « Celui qui croira et sera baptisé sera sauvé ; mais celui qui ne croira pas sera condamné (Mc 16,16) ».


S'il vous plaît priez pour François

PARTIE II
(Lire la partie 1 ici)

 Une disculpation absurde de l'Islam

En assumant le rôle d'un exégète Coranique afin de disculper le culte de Mahomet de son lien historique ininterrompu visant à conquérir et à persécuter brutalement des Chrétiens, vous déclarez : « Face aux épisodes de fondamentalisme violent qui nous inquiètent, l’affection envers les vrais croyants de l’Islam doit nous porter à éviter d’odieuses généralisations, parce que le véritable Islam et une adéquate interprétation du Coran s’opposent à toute violence ». [Evangelii gaudium, 253]

Vous ignorez toute l'histoire de la guerre de l'Islam contre le Christianisme qui continue à ce jour ainsi que l'actuel code juridique barbare et la persécution des Chrétiens dans les Républiques Islamiques du monde dont l'Afghanistan, l'Iran, la Malaisie, les Maldives, la Mauritanie, le Nigeria, le Pakistan , le Qatar, l’Arabie saoudite, la Somalie, le Soudan, les Émirats Arabes Unis et le Yémen. Ce sont des régimes d'oppression intrinsèques à la Loi de la Charia que les Musulmans croient qu'Allah a prescrite pour le monde entier et qu'ils tentent d'établir partout où ils deviennent un pourcentage important de la population. Comme vous l'avez dit vous-mêmes, cependant, toutes les Républiques Musulmanes manquent d'une compréhension « authentique » du Coran !

Vous essayez même de minimiser complètement le terrorisme Islamique au Moyen-Orient, en Afrique et au cœur de l'Europe en osant faire une équivalence morale entre les fanatiques Musulmans brandissant le Djihad — comme ils l’ont fait depuis que l'Islam est apparu — et le « fondamentalisme » imaginaire de la part des Catholiques pratiquants que vous ne cessez de condamner et d’insulter publiquement. Au cours de l'une des conférences de presse lors d’une envolée au cours desquelles vous avez si souvent embarrassé l'Église et sapé la Doctrine Catholique, vous avez prononcé cette opinion infâme et typique de votre insistance absurde que la religion fondée par le Dieu incarné et le culte perpétuellement violent fondé par le dégénéré Mohammed sont sur un pied d'égalité morale :

    « Je n'aime pas parler de violence islamique, parce qu'en feuilletant les journaux je vois tous les jours que des violences, même en Italie: celui-là qui tue sa fiancée, tel autre qui tue sa belle-mère, et un autre…... et ceux-ci sont des Catholiques baptisés ! Ce sont des Catholiques violents. Si je parle de violence Islamique, je dois parler de violence Catholique... Je crois qu'il y a presque toujours dans toutes les religions un petit groupe de fondamentalistes. Nous en avons. Quand le fondamentalisme arrive à tuer… mais on peut tuer avec la langue comme le dit l'apôtre Jacques, ce n'est pas moi qui le dit. On peut aussi tuer avec le couteau, non? Je ne crois pas qu'il n’est pas juste d'identifier l'Islam avec la violence ».

Ça défie l’imagination qu'un Pontife Romain puisse déclarer que les crimes communs de violence commis par des Catholiques et leur simple mention, soient moralement équivalents à la campagne mondiale de l'Islam radical en matière d'actes terroristes, d’assassinats de masse, de tortures, d'esclavage et de viols au nom d'Allah. Il semble que vous êtes plus rapide à défendre le culte ridicule et mortel de Mohammed vis-à-vis une juste opposition qui cherche à le contrer que vous êtes à défendre la seule véritable Église contre ses faux accusateurs innombrables. C’est bien loin de votre esprit cette affirmation de l'Église pérenne de l'Islam exprimée par le Pape Pie XI dans son Acte de Consécration de la race humaine au Sacré-Cœur : « Sois le Roi de tous ceux qui sont encore impliqués dans les ténèbres de l'idolâtrie ou de l'Islamisme et ne refuse pas de les attirer dans la Lumière et le Royaume de Dieu ».

Un « rêve » Réformiste soutenu par une poigne de fer

Dans l'ensemble, vous semblez être affligé par une manie réformiste qui ne connaît aucune limite au-delà de votre « rêve » sur la façon dont l'Église devrait être. Comme vous avez déclaré dans votre manifeste papal personnel sans précédent, Evangelii Gaudium (nn 27, 49.) :

    « J’imagine un choix missionnaire capable de transformer toute chose, afin que les habitudes, les styles, les horaires, le langage et toute structure ecclésiale devienne un canal adéquat pour l’évangélisation du monde actuel, plus que pour l’auto-préservation... »

    « Plus que la peur de se tromper j’espère que nous anime la peur de nous renfermer dans les structures qui nous donnent une fausse protection, dans les normes qui nous transforment en juges implacables, dans les habitudes où nous nous sentons tranquilles, alors que, dehors, il y a une multitude affamée, et Jésus qui nous répète sans arrêt : « Donnez-leur vous-mêmes à manger » (Mc 6, 37).

Incroyablement, vous professez que les « structures » immémoriales et les « normes » de la Sainte Église Catholique ont cruellement infligé la famine spirituelle et la mort avant votre arrivée de Buenos Aires et que, maintenant, vous souhaitez changer littéralement tout dans l'Église afin de La rendre miséricordieuse. Est-ce que les fidèles ne voient pas cela comme rien d’autre que le signe d'une mégalomanie effrayante ? Vous déclarez même que l'évangélisation, comme vous la comprenez, ne doit pas être limitée par la peur de « l'auto-préservation » de l'Église —comme si les deux choses étaient en quelque sorte opposées !

Votre rêve vaporeux de tout reformer est accompagné d'une poigne de fer qui brise toute tentative de restaurer le vignoble déjà dévasté par un demi-siècle de téméraires « réformes ». Car, comme vous avez révélé dans votre manifeste (Evangelii Gaudium, 94), vous êtes rempli de mépris pour les Catholiques ayant l’esprit de la Tradition que vous accusez témérairement d’un « néo-pélagianisme autoréférentiel et prométhéen » et de « se sentir supérieurs aux autres parce qu’ils observent des normes déterminées ou parce qu’ils sont inébranlablement fidèles à un certain style Catholique justement propre au passé ».

Vous ridiculisez même une « présumée sécurité doctrinale ou disciplinaire » parce que, selon vous, elle « donne lieu à un élitisme narcissique et autoritaire, où, au lieu d’évangéliser, on analyse et classifie les autres... » Mais c’est vous qui êtes constamment à classer et à analyser les autres avec un flot ininterrompu de péjoratifs, de caricatures, d’insultes et de condamnations des Catholiques pratiquants que vous jugez insuffisamment sensibles au « Dieu des surprises » que vous avez introduit au cours du Synode.

D'où votre destruction brutale des Frères florissants Franciscains de l'Immaculée, à cause d'une « dérive certainement Traditionaliste ». Cela a été suivi par votre décret à l’effet que, désormais, toute tentative d'instituer un nouvel institut diocésain pour la vie consacrée (par exemple, pour accueillir les membres déplacés des Frères) sera nulle et non avenue sans la « consultation » préalable avec le Saint-Siège (c’est-à-dire une autorisation qui pourra et sera retenue de facto indéfiniment). Vous diminuez ainsi considérablement l'autonomie pérenne des Évêques dans leurs diocèses alors même que vous prêchez une nouvelle ère de « collégialité » et « synodalité ».

À cibler les couvents cloîtrés, vous avez en outre décrété des mesures pour obliger la cession de leur autonomie locale aux fédérations régies par des bureaucrates ecclésiaux, vous brisez la routine des cloîtres en les obligeant à aller à des « formations » extérieures, vous obligez les cloîtres à accueillir des laïcs dans leurs cloîtres pour l'adoration Eucharistique sans compter la scandaleuse disqualification des majorités de vote conventuels si elles sont des « personnes âgées » et qu’elles ne comblent pas une exigence universelle de neuf années de « formation » avant les vœux finals, ce qui est certain d'étouffer de nouvelles vocations et d’assurer l'extinction de la plupart des cloîtres restants.

Que Dieu nous aide !

Un élan implacable d'adapter l’immoralité sexuelle dans l'Église

Mais rien ne dépasse l'arrogance et l'audace avec lesquelles vous avez poursuivi sans relâche l'imposition sur l'Église universelle de la même pratique de mal que vous avez autorisée comme Archevêque de Buenos Aires : l'administration sacrilège du Saint-Sacrement aux personnes vivant dans des « seconds mariages » adultères ou cohabitant ensemble sans même bénéficier d'une cérémonie civile.

Dès les premiers moments presque de votre élection, vous avez promu la « proposition Kasper » — rejetée à plusieurs reprises par le Vatican sous Jean-Paul II. Le Cardinal Walter Kasper, un libéral pur et dur même au sein de la hiérarchie Allemande libérale, avait longtemps plaidé pour l'admission des personnes divorcés et « remariés » à la Sainte Communion dans « certains cas » et selon un « chemin pénitentiel » bidon qui les aurait admis au Sacrement pendant qu'ils poursuivent leurs relations sexuelles adultères. Kasper appartenait au « groupe de Saint Gall » qui a fait des pressions pour votre élection et, par la suite, vous avez royalement récompensé sa persévérance dans l'erreur, avec la presse lui donnant l’heureuse appellation de « théologien du Pape ».

Vous avez commencé à préparer la voie pour votre innovation destructive par un recours à des slogans démagogiques. Comme votre manifeste (Evangelii gaudium, 47) a déclaré en novembre 2013 : « L’Eucharistie, même si elle constitue la plénitude de la vie sacramentelle, n’est pas un prix destiné aux parfaits, mais un généreux remède et un aliment pour les faibles. Ces convictions ont aussi des conséquences pastorales que nous sommes appelés à considérer avec prudence et audace. Nous nous comportons fréquemment comme des contrôleurs de la grâce et non comme des facilitateurs ».

Cet appel flagrant à caricaturer émotivement la réception digne du Saint-Sacrement en état de grâce comme « un prix destiné aux parfaits » insinuant tout séditieusement que l'Église a trop longtemps privé les « faibles » de la « nourriture » Eucharistique. D’où votre accusation démagogique également que les ministres sacrés de l'Église ont agi cruellement comme « des contrôleurs de la grâce et non comme des facilitateurs » en niant la Sainte Communion aux « faibles » par opposition aux « parfaits », et que vous devez remédier à cette injustice avec « assurance ».

Mais, bien sûr, la Sainte Eucharistie n’est pas un « aliment » ou un « généreux remède» pour l’évincement du péché mortel. Bien au contraire, sa réception sachant être dans cet état est une profanation mortelle pour l'âme et provoque par conséquent la damnation : « C'est pourquoi, celui qui mange le pain du Seigneur ou boit de sa coupe de façon indigne, se rend coupable de péché envers le Corps et le Sang du Seigneur.Que chacun donc s'examine soi-même et qu'il mange alors de ce pain et boive de cette coupe ;car si quelqu'un mange du pain et boit de la coupe sans reconnaître leur relation avec le Corps du Seigneur, il attire ainsi le jugement sur lui-même ». (1 Cor. 11 : 27-29)

Comme tout enfant correctement catéchisé le sait, la Confession est le médicament par lequel le péché mortel est remédié alors que l'Eucharistie (aidée par le recours régulier à la Confession) est une nourriture spirituelle pour maintenir et accroître l'état de grâce suite à l'absolution pour que l'on ne tombe pas dans le péché mortel à nouveau mais que l’on grandisse dans la communion avec Dieu. Mais il semble que le concept même de péché mortel est absent du corpus de vos documents officiels, de vos adresses, de vos remarques et de vos déclarations.

Ne laissant sans aucun doute sur votre plan, seulement quelques mois plus tard, lors du « Consistoire Extraordinaire sur la Famille » vous avez organisé les événements de telle sorte que nul autre que le Cardinal Kasper soit le seul orateur formel. Au cours de son discours de deux heures, le 20 février 2014 —discours que vous vouliez être gardé secret mais qui a été divulgué à la presse italienne comme un « secret » et un document « exclusif » — Kasper a présenté sa proposition folle d'admettre certains adultères publics à la Sainte Communion faisant allusion directement à votre slogan : « Les Sacrements ne sont pas un prix pour ceux qui se comportent bien ou pour une élite, en excluant ceux qui ont le plus besoin [EG 47] ». Vous n'avez pas vacillé depuis ce temps dans votre détermination à institutionnaliser dans l'Église le grave abus de l'Eucharistie que vous avez permis à Buenos Aires.

À cet égard, il semble que vous avez peu de considération pour le mariage sacramentel comme un fait objectif par opposition à ce que les gens ressentent subjectivement sur l'état des relations immorales que l'Église ne peut jamais reconnaître comme mariage. Dans des remarques qui, à elles seules, discréditeront votre pontificat bizarre jusqu'à la fin des temps, vous avez déclaré que « la grande majorité de nos mariages sacramentels sont nuls » alors que certaines personnes qui cohabitent sans mariage peuvent avoir « un vrai mariage » à cause de leur « fidélité ». Est-ce que ces remarques sont peut-être le reflet de votre soeur divorcée et « remariée » et de votre neveu qui vit en cohabitation?

Cette opinion, qu’un canoniste réputé a, à juste titre, considéré « absurde », a provoqué la protestation dans le monde entier de la part des fidèles. Dans un effort pour réduire au minimum le scandale », la transcription officielle » du Vatican a modifié vos paroles concernant la « grande majorité de nos mariages sacramentels » à « une partie de nos mariages sacramentels » mais a laissé intacte votre approbation honteuse de la cohabitation immorale comme étant un « vrai mariage ».

Vous ne vous semblez pas non plus préoccupé par le sacrilège impliqué chez les adultères publics et les personnes en union libre qui reçoivent le Corps, Sang, Âme et Divinité du Christ dans la Sainte Eucharistie. Comme vous avez dit à cette femme en Argentine à qui vous avez donné la « permission » par téléphone de recevoir la Communion tout en vivant en état d'adultère avec un homme divorcé : « Un peu de pain et de vin ne fait aucun mal ». Vous n’avez jamais nié l’histoire de cette femme et ce serait seulement compatible avec votre refus de vous mettre à genoux à la Consécration ou devant le Saint-Sacrement exposé même si vous n’avez aucune difficulté à vous mettre à genoux pour baiser les pieds des Musulmans pendant votre parodie grotesque du Mandatum traditionnel du Jeudi Saint que vous avez abandonné. Ça cadrerait également avec vos remarques à cette femme Luthérienne, dans l'église Luthérienne où vous avez paricipé un dimanche, à savoir que le Dogme de la Transsubstantiation est une simple « interprétation », que « la vie est plus grande que les explications et les interprétations et qu'elle devrait « parler au Seigneur » sur l'opportunité de recevoir la Communion dans une Église Catholique — sur lesquels conseils, elle a suivi plus tard votre encouragement évident.

En ligne avec votre mépris du mariage sacramentel, il y a aussi votre « réforme » précipitée et secrète du processus des nullités que vous avez imposée à l'Église sans consulter aucun des dicastères compétents du Vatican. Votre Motu Proprio Mitis Iudex Dominus Iesus érige le cadre d'une véritable usine à nullités dans le monde entier avec une procédure « accélérée » et de nouveaux motifs nébuleux pour un recours en demande de nullité accélérée. Comme le responsable de votre réforme clandestinement artificielle a expliqué plus tard, votre intention expresse est de promouvoir parmi les Évêques une « conversion », un changement de mentalité qui les convainc et les soutient à la suite de l'invitation du Christ, présent dans leur frère, l'Évêque de Rome, de passer d’un nombre restreint de quelques milliers de nullités à ce [nombre] incommensurable de malheureux qui pourraient bénéficié d’une déclaration de nullité ... »

Ainsi « l'Évêque de Rome [ demande donc ] à ses collègues Évêques : une forte augmentation du nombre de nullités ! Un journaliste Catholique éminent a rapporté plus tard la sortie d'un dossier de sept pages dans lesquelles les fonctionnaires de la Curie ont « pris à partie juridiquement » le motu proprio du Pape ... ont accusé le Saint-Père de renoncer à un Dogme important et ont affirmé qu'il a introduit de facto le « divorce Catholique ». Ces fonctionnaires ont déploré ce que ce journaliste a décrit comme « un Führer ecclésiastique de principe », gouvernant de haut en bas, par décret et sans aucune consultation ni aucun contrôle ». Les mêmes fonctionnaires craignent que « le motu proprio conduira à une inondation de nullités et qu'à partir de maintenant, les couples seraient en mesure de simplement quitter leur mariage Catholique sans problème ». Ces fonctionnaires sont « hors d'eux » et se sentent obligés de « parler » ... »

Mais vous n'êtes rien d’autre que cohérent dans la poursuite de vos objectifs. Au début de votre pontificat, lors d'une des conférences de presse en vol au cours de laquelle vous avez d'abord révélé vos plans, vous avez déclaré : « Les Orthodoxes suivent la théologie de l'économie, comme ils l'appellent, et ils donnent une seconde chance au mariage [sic ], ils le permettent. Je crois que ce problème doit être étudié ». Pour vous, l'absence d’une « deuxième chance du mariage » dans l'Église Catholique est un problème à étudier. Vous avez clairement passé les trois dernières années et demi — à vous ingénier à savoir comment imposer à l'Église quelque chose se rapprochant de la pratique Orthodoxe.

Un canoniste réputé qui est un consultant pour la Signature Apostolique a averti du résultat qui s’ensuivrait de votre mépris dangereux de la réalité du mariage sacramentel :

    « Une crise (au sens grec du terme) sur le mariage se déroule dans l'Église et c’est une crise qui, selon moi, débouchera sur la discipline matrimoniale et la loi .... Je pense que la crise du mariage qu'il [François] occasionne en viendra à savoir si l’enseignement de l’Église sur le mariage, que tout le monde prétend honorer, sera concrètement et efficacement protégé par la loi de l'Église ou, si les catégories canoniques traitant de la Doctrine du mariage deviendront si déformées (ou tout simplement ignorées) comme si l’on relèguera essentiellement le mariage et la vie conjugale au domaine de l'opinion personnelle et de la conscience individuelle.

Amoris Laetitia : Le motif réel pour le Synode Bidon

Cette crise a atteint son apogée après la conclusion de votre désastreux « Synode sur la Famille ». Bien que vous ayez manipulé cet événement du début à la fin pour obtenir le résultat que vous désiriez — la Sainte Communion pour les adultères publics dans « certains cas » — c’est tombé à court de vos attentes en raison de l'opposition des Pères Synodaux conservateurs que vous avez démagogiquement dénoncés comme ayant « des cœurs fermés qui se cachent souvent même derrière les enseignements de l'Église ou de bonnes intentions, pour s’asseoir dans la Chaire de Moïse et juger, parfois avec la supériorité et la superficialité, les cas difficiles et les familles blessées».

Dans un abus brutal de rhétorique, vous avez comparé vos adversaires épiscopaux Orthodoxes aux Pharisiens, qui pratiquaient le divorce et le « remariage » selon la dispense mosaïque. Ce sont ces mêmes Évêques qui ont défendu l'enseignement du Christ contre les Pharisiens — et contre vos propres desseins ! En effet, vous semblez avoir l'intention de faire revivre une acceptation Pharisaïque du divorce par le biais d'une « pratique néo-mosaïque ». Un journaliste Catholique célèbre connu pour son approche modérée dans l'analyse des affaires de l'Église a protesté contre votre comportement répréhensible : « Pour un Pape de critiquer ceux qui restent fidèles à cette tradition et de les caractériser comme non miséricordieux et comme s'alignant aux Pharisiens aux cœurs endurcis face à Jésus Miséricordieux est bizarre ».

En fin de compte, l’« aventure synodale » qui vous exaltait s’est révélée comme rien d’autre qu’un simulacre afin de dissimuler la conclusion à l’avance de votre épouvantable « Exhortation Apostolique » Amoris Laetitia. Là vos écrivains fantômes, principalement dans le chapitre huit, emploient l'ambiguïté artistique pour ouvrir grande la porte à la Sainte Communion aux adultères publiques en réduisant la loi naturelle interdisant l'adultère à une « norme générale » à laquelle il peut y avoir des exceptions pour les personnes qui « ont beaucoup de difficulté à saisir les valeurs comprises dans la norme » ou qui vivent « dans une situation concrète qui ne leur permette pas d'agir différemment ... (¶¶ 2, 301, 304) » Amoris Laetitia est une tentative claire de faire passer une forme atténuée de l'éthique de la situation dans les questions de morale sexuelle comme si l'erreur pouvait être ainsi réduite.

Votre obsession évidente à légitimer la Sainte Communion pour les adultères publics vous a conduit à défier l'enseignement constant moral et la discipline sacramentelle intrinsèquement liée de l'Église, confirmée par vos deux prédécesseurs immédiats. Cette discipline est basée sur l'enseignement de Notre Seigneur Lui-Même sur l'indissolubilité du mariage ainsi que sur l'enseignement de Saint Paul sur la punition divine en raison de la réception indigne de la Sainte Communion. Pour citer Jean-Paul II à cet égard :

    « L'Église, cependant, réaffirme sa discipline, fondée sur l'Écriture Sainte, selon laquelle elle ne peut admettre à la Communion Eucharistique les divorcés remariés. Ils se sont rendus eux-mêmes incapables d'y être admis car leur état et leur condition de vie est en contradiction objective avec la communion d'amour entre le Christ et l'Église, telle qu'elle s'exprime et est rendue présente dans l'Eucharistie. Il y a par ailleurs un autre motif pastoral particulier : si l'on admettait ces personnes à l'Eucharistie, les fidèles seraient induits en erreur et comprendraient mal la Doctrine de l'Église concernant l'indissolubilité du mariage ».

    « La réconciliation par le Sacrement de pénitence - qui ouvrirait la voie au sacrement de l'Eucharistie - ne peut être accordée qu'à ceux qui se sont repentis d'avoir violé le signe de l'Alliance et de la fidélité au Christ, et sont sincèrement disposés à une forme de vie qui ne soit plus en contradiction avec l'indissolubilité du mariage. Cela implique concrètement que, lorsque l'homme et la femme ne peuvent pas, pour de graves motifs — par l'exemple l'éducation des enfants —, remplir l'obligation de la séparation, « ils prennent l'engagement de vivre en complète continence, c'est-à-dire en s'abstenant des actes réservés aux époux ». [Familiaris consortio, n. 84]

Vous avez ignoré les doléances des prêtres à travers le monde, des théologiens et des philosophes moraux, des associations Catholiques et des journalistes, et même quelques prélats courageux au sein d’une hiérarchie autrement silencieuse, pour vous rétracter ou pour « clarifier » les ambiguïtés tendancieuses et les erreurs pures et simples d’Amoris Laetitia, en particulier au chapitre huit .

Une erreur morale grave maintenant explicitement approuvée

Et maintenant, allant au-delà d'une utilisation détournée de l'ambiguïté, vous avez autorisé explicitement dans les coulisses ce que vous avez entretenu comme ambigu en public. Votre jeu a été mis en lumière avec la fuite de votre lettre « confidentielle » aux Évêques de la région pastorale de Buenos Aires — où, comme Archevêque, vous aviez déjà autorisé ce sacrilège de masse dans les villas (bidonvilles).

Dans cette lettre, vous louez le document des Évêques concernant les « Critères de base pour l'application du chapitre huit d’Amoris Laetitia » — comme s'il y avait une obligation d’« appliquer » le document de manière à produire un changement dans la discipline sacramentelle bimillénaire de l'Église. Vous écrivez : « Le document est très bon et explique le sens du chapitre VIII de Amoris Laetitia complètement. Il n'y a pas d'autres interprétations ». Est-ce une coïncidence que ce document provienne de l'Archidiocèse même où, comme Archevêque, vous aviez depuis longtemps autorisé l'admission des adultères publics et les personnes vivant en cohabitation à la Sainte Communion ?

Ce qui était clairement sous-entendu auparavant est désormais rendu explicite et ceux qui insistaient qu’Amoris Laetitia n’avait rien changé passent pour des imbéciles. Le document que vous louez maintenant comme la seule interprétation correcte d’Amoris Laetitia sape radicalement la Doctrine et la pratique de l'Église que vos prédécesseurs ont défendues. En premier lieu, ça réduit à une « option » l'impératif moral que les couples divorcés et « remariés » « vivent dans la continence complète, c’est-à-dire par l'abstinence des actes réservés aux couples mariés ». Selon les Évêques de Buenos Aires — avec votre approbation — c’est simplement « possible de proposer qu'ils fassent l'effort de vivre dans la continence. Amoris Laetitia n’ignore pas les difficultés de cette option ».

Comme la Congrégation pour la Doctrine de la Foi l’a déclaré définitivement, il y a seulement 18 ans de cela sous le règne du Pape même que vous avez canonisé : « Si le mariage préalable de deux membres des fidèles divorcés et remariés était valable, en aucun cas, leur nouvelle union doit être considérée légale et conséquemment la réception des Sacrements est intrinsèquement impossible. La conscience de l'individu est liée à cette norme sans exception ». Tel est l'enseignement constant de l'Église Catholique pendant deux millénaires.

De plus, aucun curé ou même un Évêque n’a le pouvoir d'honorer dans le soi-disant « for interne » l’affirmation de quelqu’un vivant en état d'adultère dont la « conscience » lui dit que son mariage sacramentel était vraiment invalide parce que, comme la Congrégation pour la Doctrine de la Foi l’a de plus admonesté : « Le mariage a un caractère ecclésial public fondamental et l'axiome s’applique « nemo iudex in propria causa » (personne n’est juge dans son propre cas), les cas conjugaux doivent être résolus dans le for externe. Si les membres des fidèles divorcés et remariés croient que leur mariage antérieur était invalide, ils sont ainsi obligés de faire appel au tribunal de mariage compétent afin que la question soit examinée objectivement et selon toutes les possibilités juridiques disponibles ».

Après avoir réduit une norme morale sans exception enracinée dans la Révélation Divine à une option, les Évêques de Buenos Aires, en citant Amoris Laetitia comme étant leur seule source d’autorité en 2 000 ans d'enseignement de l'Église, déclarent de plus : « Dans d'autres circonstances, plus complexes, et quand il est impossible d’obtenir une déclaration de nullité, l'option mentionnée ci-dessus ne peut pas, en fait, être possible ». Une norme morale universelle est donc reléguée à la catégorie d'une simple ligne directrice pour être ignorée si un prêtre local estime « irréalisable » dans certains « circonstances complexes » non définies. Quels sont exactement ces « circonstances complexes » et qu'est-ce que la « complexité » a à voir avec les normes morales sans exception fondées sur la Révélation ?

Enfin, les Évêques arrivent à la conclusion désastreuse que vous êtes parvenu à imposer à l'Église depuis le début de l’« aventure Synodale » ce qu’ils en disent ici :

« Néanmoins, il est également possible d'entreprendre une aventure de discernement. Si on arrive à la reconnaissance du fait que, dans un cas particulier, il y a des limites qui diminuent l’imputabilité et la culpabilité (cf. 301-302), en particulier quand une personne juge qu'elle tomberait dans une faute subséquente en faisant tort aux enfants de la nouvelle union , Amoris Laetitia ouvre la possibilité d'accès aux Sacrements de la réconciliation et de l'Eucharistie (cf. note 336 et 351). Ceux-ci, à son tour disposent la personne à continuer à maturer et à croître de plus en plus à l'aide de la grâce ».

Avec votre louange et approbation, les Évêques de Buenos Aires déclarent pour la première fois dans l'histoire de l'Église qu'une classe mal définie de personnes vivant dans l'adultère peut être absoute et recevoir la Sainte Communion, tout en restant dans cet état. Les conséquences sont catastrophiques.

S'il vous plaît priez pour le Saint-Père

Avec une ardente préoccupation : Nous accusons François

Partie III du III

Une « pratique pastorale » en guerre avec la Doctrine

Vous avez approuvé comme la seule interprétation correcte d’Amoris Laetitia un calcul moral qui, dans la pratique sapera tout l'ordre moral, non seulement les normes de la morale sexuelle que vous cherchez évidemment à subvertir. Car, selon vous, l'application de pratiquement toute norme morale peut être considérée comme « irréalisable » en vertu d’une invocation talismanique de « circonstances complexes » qui doivent être « discernées » par un prêtre ou un Évêque en « pratique pastorale » alors que la norme est pieusement défendue sous forme inchangée et inchangeable comme « norme générale ».

Le critère nébuleux des « limites qui diminuent la responsabilité et la culpabilité » pourrait être appliqué à toutes sortes de péché mortel habituel, y compris la cohabitation — que vous avez déjà comparé à des « vrais mariages » —aux  « unions homosexuelles » —auxquelles vous avez refusé de vous opposer à leur légalisation — et à la contraception que vous avez incroyablement déclaré moralement admissible afin de prévenir la transmission des maladies et que le Vatican a confirmé plus tard être en fait votre point de vue.

Ainsi, l'Église contredirait « dans certains cas » dans la pratique ce qu'elle enseigne en principe en ce qui concerne la morale, ce qui signifie que le principe moral est pratiquement renversé. Au milieu de l'imposture synodale, mais sans vous mentionner, le Cardinal Robert Sarah a condamné à juste titre une telle disjonction spécieuse entre les préceptes moraux et leur « application pastorale » : « L'idée qui consisterait à placer le Magistère dans une jolie boîte en le détachant de la pratique pastorale — qui pourrait évoluer en fonction des circonstances, des modes et des passions — est une forme d'hérésie, une pathologie schizophrénique dangereuse ».

Pourtant, comme vous l'avez dit, basé sur le « discernement » par des prêtres locaux ou des Ordinaires, certaines personnes vivant dans une condition objective d'adultère peuvent être considérées comme subjectivement non coupables et admis à la Sainte Communion sans aucun engagement à un changement dans leur vie même si elles savent que l'Église enseigne que leur relation est adultère. Lors d’un récent interview, le célèbre philosophe Autrichien, Josef Seifert, un ami du Pape Jean-Paul II et l'un des nombreux critiques de Amoris Laetitia dont les demandes privées pour la correction ou le retrait du document ont été ignorées par vous, a noté publiquement l'absurdité morale et pastorale de ce que vous approuvez maintenant explicitement :

« Comment cela devrait-il être appliqué ? Si le prêtre dit à un adultère : « Vous êtes un bon adultère. Vous êtes en état de grâce Vous êtes une personne très pieuse de sorte que je vous donne mon absolution sans que vous ayez à changer votre vie et vous pouvez aller à la Sainte Communion. Et en arrive un autre et il [le prêtre] dit : « ... Oh, vous êtes un vrai adultère. Vous devez d'abord vous confesser. Vous devez révoquer votre vie, vous devez changer votre vie et alors vous pourrez aller à la Communion ».

« Je veux dire, comment est-ce que ça devrait fonctionner ? .... Comment un prêtre peut être juge de l'âme [et] dire qu’un est un vrai pécheur et l'autre est seulement un homme innocent, mon doux ? Je veux dire que cela semble totalement impossible. Seul un prêtre qui aurait une sorte de vision des âmes comme Padre Pio pourrait dire cela et, lui, [Padre Pio] ne dirait pas cela  »....

Avec votre louange et votre approbation, les Évêques de Buenos Aires suggèrent même que les enfants seront lésés si leurs parents divorcés et « remariés » ne sont pas autorisés à continuer à avoir des relations sexuelles en dehors du mariage alors qu'ils profanent le Saint-Sacrement. Un défenseur casuistique de votre déviation du sain enseignement présume que cela signifie que l'adultère est seulement un péché véniel si un partenaire dans la relation adultère est sous la « contrainte » de continuer à avoir des relations sexuelles adultères parce que l'autre partenaire menace de laisser les enfants à moins qu'il lui soit donné satisfaction sexuelle. Selon cette logique morale, tout péché mortel, y compris l'avortement, serait rendu véniel seulement à cause de la menace d'une partie pour mettre fin à une relation adultère si le péché n’est pas commis.

Pire encore, s’il était possible, les Évêques de Buenos Aires, en se fondant uniquement sur vos nouveautés, osent suggérer que les gens qui continuent habituellement à se livrer à des relations sexuelles adultères vont grandir dans la grâce tout en recevant de façon sacrilège la Sainte Communion.

Vous n’avez donc pas concocté un simple « changement de discipline » mais plutôt un changement radical de la Doctrine morale sous-jacente qui aura pour effet d'institutionnaliser une forme d'éthique de situation dans l'Église, ce qui réduit les préceptes moraux objectifs universellement contraignants à de simples règles générales à partir desquelles il y aurait d'innombrables « exceptions » subjectives fondées sur des « circonstances complexes » et des « limites » qui sont censées réduire les péchés mortels habituels à des péchés véniels ou même à de simples fautes ne présentant aucun obstacle à la Sainte Communion.

Mais Dieu Incarné n’a pas admis ces « exceptions » quand il a décrété par Son Autorité Divine : «

Tout homme qui renvoie sa femme et en épouse une autre commet un adultère, et celui qui épouse une femme renvoyée par son mari commet un adultère ».  ( Lc 16 :18) Tout le monde.

En outre, comme la Congrégation pour la Doctrine de la Foi sous Jean-Paul II a déclaré en rejetant la « proposition Kasper » qui a clairement été votre proposition tout au long : «  Cette norme [excluant les adultères publics des Sacrements] ne sont pas du tout une punition ou une discrimination envers les divorcés remariés, mais exprime une situation objective qui elle-même rend impossible la réception de la Sainte Communion ».

Autrement dit, l'Église ne peut jamais permettre à ceux qui vivent dans l'adultère d’être traités comme si leurs unions immorales étaient des mariages valides, même si les partenaires de l'adultère prétendent invraisemblablement une non culpabilité subjective tout en vivant sciemment en violation de l'enseignement infaillible de l'Église. Car le scandale qui en résulterait, éroderait et, finalement, ruinerait la Foi du peuple à la fois sur l'indissolubilité du mariage et sur la Présence Réelle du Christ dans l'Eucharistie. Avec votre approbation complète, les Évêques de Buenos Aires ont cependant rejeté l'avertissement de Jean-Paul II dans Familiaris Consortio que « si ces personnes étaient admises à l'Eucharistie, les fidèles seraient induits en erreur et en confusion en ce qui concerne l'enseignement de l'Église sur l'indissolubilité du mariage ».

En ce moment même dans l'histoire de l'Église, par conséquent, vous menez les fidèles « dans l'erreur et la confusion en ce qui concerne l'enseignement de l'Église sur l'indissolubilité du mariage ». En effet, alors que vous êtes tellement déterminé à imposer votre volonté égarée sur l'Église que dans Amoris laetitia (n . 303), vous osez suggérer que Dieu lui-même excuse les relations sexuelles continues des divorcés et « remariés » s’ils ne peuvent pas faire mieux compte tenu de leurs situations « complexes » :

«

Mais cette conscience peut reconnaître non seulement qu’une situation ne répond pas objectivement aux exigences générales de l’Évangile. De même, elle peut reconnaître sincèrement et honnêtement que c’est, pour le moment, la réponse généreuse qu’on peut donner à Dieu, et découvrir avec une certaine assurance morale que cette réponse est le don de soi que Dieu lui-même demande au milieu de la complexité concrète des limitations, même si elle n’atteint pas encore pleinement l’idéal objectif ».

En approuvant explicitement la Sainte Communion pour certains adultères publics dans votre lettre à Buenos Aires, vous sapez également la capacité des autres Évêques conservateurs à maintenir l'enseignement traditionnel de l'Église. Comment les Évêques d'Amérique, du Canada et de la Pologne, par exemple, continueront à insister sur la discipline bimillénaire de l'Église, intrinsèquement liée à la vérité révélée, lorsque vous avez fait sa dispense à Buenos Aires en vertu de l'autorité de votre « Exhortation Apostolique » ? Sur quel terrain vont-ils pouvoir tenir contre un essaim d'objections maintenant que vous avez supprimé le sol de la Tradition sous leurs pieds ?

En somme, après des années d'ambiguïté artistique en ce qui concerne le statut des adultères publics par rapport à la Confession et la Sainte Communion, vous déclarez maintenant tout aussi astucieusement le renversement présumé de la Doctrine et de la pratique de l'Église en employant une lettre « confidentielle » que vous avez certainement sue qu’elle serait divulguée, votre lettre envoyée en réponse à un document de Buenos Aires que vous pouviez très bien avoir sollicité dans le cadre du processus qui vous a guidé depuis l’annonce du « Synode Bidon sur la Famille ».

Comme l'intellectuel Catholique et auteur Antonio Socci l’a écrit : « C’est la première fois dans l'histoire de l'Église qu'un Pape a apposé sa signature sur un renversement de la loi morale ». Aucun Pape précédent n'a jamais commis un tel outrage.

Les « Exceptions » à la loi morale ne peuvent pas être limitées

Curieusement, cependant, votre nouveauté en matière de calcul moral ne semble pas s’appliquer aux autres péchés que vous condamnez constamment tout en observant attentivement les limites de la rectitude politique. Nulle part, par exemple, vous indiquez que les « circonstances complexes » ou les « limites qui diminuent la responsabilité et la culpabilité » excuseraient les Mafiosi que vous avez rhétoriquement « excommuniés » en masse et a averti de l'Enfer, les riches que vous condamnez comme des « sangsues » ou même les Catholiques pratiquants que vous accusez risiblement de « péché de divination » et de «  péché d'idolâtrie » parce qu'ils ne accepteront pas « le Dieu des surprises » — c’est-à-dire vos nouveautés.

L'ensemble de votre pontificat semble avoir été centré sur une déclaration d'une amnistie pour les péchés de la chair seulement, les mêmes péchés que, comme Notre-Dame de Fatima a averti, envoient plus d'âmes en enfer que tout autre. Mais qu'est-ce qui vous fait penser que le génie moral que vous avez laissé sortir de la bouteille, que vous appelez le « Dieu des surprises » peut se limiter uniquement aux préceptes moraux que vous jugez trop rigides dans leur application ? De créer des exceptions à un précepte moral qui est sans exception, c’est effectivement les défaire tous. Vos nouveautés attaquent les fondations de la Foi et menace de renverser tout l'édifice moral de l'Église « comme un château de cartes » — le résultat très réel dont vous avez accusé les Catholiques pratiquants de promouvoir en raison de leur « rigorisme » supposé et de leur attachement à des « normes mesquines ».

Mais vous êtes insouciant de ces conséquences évidentes. Lorsqu’interrogé sur votre approche envers l'opposition des « ultra-conservateurs », qui signifie les Évêques et Cardinaux Orthodoxes, vous avez répondu avec une arrogance insouciante qui est la marque de votre gouvernement de l'Église : « Ils font leur travail et je fais le mien. Je veux une église qui est ouverte, compréhensive, qui accompagne les familles blessées. Ils disent non à tout. Je vais de l'avant sans regarder par-dessus mon épaule ».

Dans une étonnante démonstration de mépris hautain pour l'Église dont vous avez été élu chef, vous avez osé dire : « L'Église elle-même suit parfois une ligne dure, elle tombe dans la tentation de suivre une ligne dure, dans la tentation de souligner seulement les règles morales, beaucoup de gens sont exclus ».

Jamais auparavant un Pape n’a déclaré qu'il remédierait personnellement à l’absence d'ouverture et de compréhension de l'Église et à sa « tentation » de prendre une « ligne dure » sur la moralité de façon à « exclure » les gens. Ces déclarations de façon démesurément orgueilleuse et alarmante donnent lieu à l'impression que votre élection inattendue représente un développement quasi apocalyptique.

Ignorant toutes les instances, vous allez de l'avant avec votre « Révolution »

Alors que vous avez été affairé à votre travail de destruction, vous avez ignoré chaque demande privée qui vous fut adressée, y compris des demandes innombrables au sujet desquelles vous affirmez qu’Amoris Laetitia ne déroge pas à l'enseignement d’avant ainsi qu'à document préparé par un groupe de chercheurs Catholiques qui ont identifié les propositions hérétiques et erronées dans Amoris Laetitia et qui vous ont invité instamment à les condamner et à les retirer. Il est évident que vous n’avez pas l'intention d'accepter la correction fraternelle de personne, pas même des Cardinaux qui ont demandé que vous « clarifiez » la conformité de votre enseignement avec le Magistère infaillible.

Au contraire, plus alarmés que deviennent les fidèles, plus hardiment vous agissez. En continuant votre relâchement programmatique de la pratique de l'enseignement moral de l'Église en matière de sexualité, vous avez autorisé le Conseil Pontifical pour la Famille à publier le premier programme éducationnel « d’éducation sexuelle » jamais promulgué par le Saint-Siège. Une des associations de fidèles laïcs qui s’est levée pour défendre la Foi face au silence général de la hiérarchie devant votre assaut par des nouveautés dissolvantes a publié un résumé de ce programme horrible qui constitue une violation flagrante de l'enseignement constant de l'Église contre toute forme explicite d’enseignement d’« éducation sexuelle »  en milieu scolaire:

• Remise de la formation sexuelle des enfants à des éducateurs tout en laissant de côté les parents de l'équation.

• Un défaut de nommer et de condamner les comportements sexuels comme la fornication, la prostitution, l'adultère, la sexualité contraceptive, l'activité homosexuelle et la masturbation, comme des actions aussi objectivement pécheresses qui détruisent la charité dans le cœur et qui éloignent de Dieu.

• Un défaut d'avertir les jeunes au sujet de la possibilité d'une séparation éternelle d’avec Dieu (damnation) pour avoir commis des péchés sexuels graves. L'enfer n’est pas mentionné une seule fois.

• Aucune distinction entre le péché mortel et le péché véniel.

• Aucune référence aux 6e et 9e commandements, ou à tout autre commandement.

• Aucun enseignement sur le Sacrement de la Confession comme moyen de rétablir la relation avec Dieu après avoir commis un péché grave.

• Aucune mention d'un sain sens de la honte (pudeur) quand il en vient au corps et à la sexualité.

• Enseignement aux garçons et aux filles ensemble dans la même classe.

• Partage avec les garçons et les filles ensemble dans la classe de leur compréhension des phrases telles que : « Qu'est-ce que le mot sexe te suggère ? »

• Enseignement en classe mixte pour « montrer où la sexualité se trouve chez les garçons et les filles ».

• Formation sur le « processus d'excitation ».

• Utilisation d’images sexuellement explicites et suggestives dans les ateliers d'activité.

• Recommandation de divers films explicites sexuellement comme tremplins pour la discussion ....

• Aucune mention de l'avortement comme un tort grave, mais seulement affirmation qu'il provoque « de forts dommages psychologiques ».

• Confondre les jeunes en utilisant des expressions telles que « relation sexuelle » qui n’indiquent pas l'acte sexuel, mais une relation axée sur la personne tout entière.

• Parler de l’« hétérosexualité » comme quelque chose à être « découvert ».

• Utilisation d’ [une célébrité « gay »] comme exemple d'une personne douée et célèbre.

• Approuver le paradigme du « dating » (fréquentations) comme une étape vers le mariage.

• Aucune mention du célibat comme la forme suprême du don de soi qui constitue le sens même de la sexualité humaine.

• Aucune mention de l'enseignement du Christ sur le mariage.

La même association observe que le programme d’éducation sexuelle « viole les normes précédemment promulguées par le même Conseil Pontifical ». Une autre association laïque proteste à l’effet que le programme « utilise fréquemment des images désagréables sexuellement et moralement explicites, qu’il ne parvient pas à identifier clairement et expliquer la Doctrine Catholique à partir de ses sources élémentaires, y compris les Dix Commandements et le Catéchisme de l'Église Catholique et qu’il compromet l'innocence et l'intégrité des jeunes sous la garde légitime de leurs parents ». Les leaders laïcs dans le mouvement de la famille Catholique l’ont à juste titre dénoncé comme « complètement immoral », « tout à fait inapproprié, » et « tout à fait tragique ». Comme l'un d'entre eux a déclaré : « Les parents ne doivent pas se faire d'illusions : le pontificat du Pape François marque la capitulation des autorités vaticanes à la révolution sexuelle dans le monde entier et menace directement leurs propres enfants ».

Mais cet écart radical à l'enseignement et de la pratique antérieure est seulement en accord avec les nouveautés d’Amoris Laetitia qui proclame « la nécessité d'une éducation sexuelle » dans les « établissements d'enseignement », tout en ignorant complètement l'enseignement traditionnel de l'Église qui affirme que les parents, et non les enseignants dans les salles de classe, ont la responsabilité première de fournir des informations nécessaires à leurs enfants dans ce domaine des plus sensible, en prenant soin de ne pas « tomber dans les détails » mais plutôt à « employer les remèdes qui produisent le double effet d'ouvrir la porte à la vertu de pureté et à fermer la porte au vice ».

Votre « révolution » s’est cependant à peine limitée aux questions sexuelles. Vous avez récemment convoqué une commission, dont six femmes, pour « étudier » la question des femmes « diacres », qui a déjà été étudiée par une commission du Vatican en 2002. Cette commission a conclu que le diaconat appartient à l'état clérical ordonné avec le sacerdoce et l'épiscopat et que ces soi-disant « diaconesses » dans l'Église primitive n’étaient pas des ministres ordonnés mais des aides ecclésiaux avec pas plus d'autorité que des religieuses, qui ont effectué des services limités pour les femmes, mais certainement pas les baptêmes ou les mariages. Les « deaconettes » que vous semblez envisager ne seraient donc rien de plus que des femmes faisant la mascarade en habit ecclésiastique, puisque des femmes ne peuvent éventuellement pas recevoir un quelconque degré du Sacrement de l'Ordre.

Comme vous continuez à porter atteinte au respect de la gravité absolue et du caractère surnaturel du mariage sacramentel, il semble que vous vous apprêtiez à saper davantage un respect déjà considérablement diminué du sacerdoce masculin. Qu’est-ce qui s’en vient ? Peut-être une « relaxe » de la Tradition Apostolique du célibat ecclésiastique que vous avez déjà déclaré être « sur mon ordre du jour ».

Et maintenant, alors que votre « révolution » continue de s’accélérer, vous vous préparez à partir pour la Suède en octobre, où vous pourrez participer à un « service de prière » joint avec un « Évêque » marié Luthérien, chef de la Fédération Luthérienne Mondiale pro-avortement, pro « mariage gay », pour « commémorer  » la soi-disant Réforme lancée par Martin Luther.

Il est inconcevable qu'un Pontife romain puisse ennoblir la mémoire de ce maniaque, l'hérétique le plus destructeur de l'histoire de l'Église, qui a fait éclater l'unité de la Chrétienté et qui a ouvert la voie à la violence sans fin, à l'effusion de sang et à l'effondrement de la morale dans toute l'Europe. Comme Luther a déclaré de façon si infâme : « Si je réussis à faire disparaître la Messe, alors je crois que j’aurai complètement conquis le Pape. Si la coutume sacrilège et maudite de la Messe est renversée, tout va tomber ». Il est suprêmement ironique que l'hérésiarque que vous avez l'intention d'honorer de votre présence a prononcé ces mots dans une lettre à Henry VIII qui a dirigé toute l'Angleterre dans le schisme parce que le Pape ne voulait pas tenir compte de son désir de divorcer et de se « remarier », y compris l'accès aux Sacrements.

Nous devons vous opposer

À ce stade de votre mandat tumultueux comme « Évêque de Rome », c’est incontestablement raisonnable que votre présence sur la Chaire de Pierre représente un danger clair et présent à l'Église. Compte tenu de ce danger, nous devons demander :

N'êtes-vous pas le moindrement troublé par le scandale et la confusion que vos paroles et vos actes ont causé concernant la mission salvifique de l'Église et son enseignement sur la Foi et la morale, en particulier dans les domaines du mariage, de la famille et de la sexualité ?

N’est-il jamais venu à votre esprit que des applaudissements sans fin du monde pour « la révolution François » est précisément de mauvais augure alors que Notre Seigneur a averti ? : «

Malheur à vous si tous les hommes disent du bien de vous, car c'est ainsi que leurs ancêtres agissaient avec les faux prophètes ! ». (Lc 6 :26)

N’avez-vous pas aucun sens d’urgence sur les divisions que vous avez provoquées au sein de l'Église, avec quelques Évêques s’écartant de l'enseignement de vos prédécesseurs sur les divorces et les « remariés » uniquement en vertu de votre prétendue autorité tandis que d'autres tentent de maintenir la Doctrine et la pratique bimillénaire que vous vous êtes sans cesse efforcé à renverser ?

Pensez-vous que rien ne résultera des innombrables Communions sacrilèges qui découleront de votre autorisation de la Sainte Communion pour les adultères publics objectifs et pour d'autres « situations irrégulières » que vous aviez déjà autorisées en masse comme Archevêque de Buenos Aires ?

N’avez-vous jamais même reconnu que la réception de la Sainte Communion par des personnes vivant dans l'adultère est une profanation, une infraction directe contre « le Corps du Seigneur (1 Cor. 11 :29) » digne de damnation ainsi que d’un scandale public qui menace la Foi des autres, à la fois comme Benoît XVI et Jean-Paul II ont insisté à la suite de tous leurs prédécesseurs ?

Pensez-vous vraiment que vous avez le pouvoir de décréter des exceptions « miséricordieuses » dans « certains cas » par rapport aux préceptes moraux divinement révélés afin de convenir à votre notion personnelle d’« inclusion », à votre point de vue évidemment bénin du divorce et de la cohabitation et à votre fausse idée de ce que vous appelez la « charité pastorale » dans votre lettre aux Évêques de Buenos Aires ? Comme s’il n’était pas charitable d'exiger des adultères et des fornicateurs de cesser leurs relations sexuelles immorales avant de participer au Saint-Sacrement !

N’avez-vous aucun respect pour l'enseignement contraire de tous les Papes qui vous ont précédé ?

Enfin, n’avez-vous pas la crainte du Seigneur et de Son jugement, que vous minimisez ou niez constamment dans vos sermons et vos remarques spontanées, déclarant même —exactement le contraire du Credo — que « le Bon Pasteur ... ne cherche pas à juger, mais à aimer » ?

Nous devons être d'accord avec l'évaluation du journaliste Catholique susmentionné concernant votre quête folle de la Sainte Communion pour les personnes dans des relations sexuelles immorales : « Toute cette affaire est bizarre. Aucun autre mot ne fait ». Au-delà de cela, cependant, l'ensemble de votre pontificat bizarre a donné lieu à une situation de l'Église qui n'a jamais été vue auparavant : un occupant de la Chaire de Pierre dont les remarques, les déclarations et les décisions sont des coups à l'intégrité de l'Église contre lesquels les fidèles doivent constamment se prémunir. Comme le même auteur conclut : « Je dis cela dans la douleur, mais je crains que le reste de cette papauté va maintenant être déchirée par des bandes de dissidents, par des accusations d'hérésies papales, des menaces de schisme — et peut-être — par un schisme pure et simple. Que le Seigneur prenne pitié ». Pourtant, la quasi-totalité de la hiérarchie ou bien en souffre en silence ou bien célèbre cette débâcle en exultant. Mais c’était lors de la grande crise Arienne du 4ème siècle lorsque, comme le célèbre Cardinal Newman l’a observé :

« Le corps de l'épiscopat a été infidèle à sa mission tandis que le corps des laïcs était fidèle à son Baptême ; [et] à un moment donné le Pape, à d'autres moments les Patriarches, le Métropolitain, et d’autres grand sièges, d'autres fois les Conciles généraux, ont dit ce qu'ils n’auraient pas dû avoir dit ou fait pour obscurcir et compromettre la vérité révélée ; tandis que, d'autre part, c’était le peuple Chrétien qui, sous la Providence, était la force ecclésiastique d’Athanasius, d’Hilaire, d’Eusebius de Verceil et de d'autres grands confesseurs solitaires qui auraient échoué sans eux ».

Si nous voulons être fidèles à notre Baptême et à notre serment de Confirmation, nous les laïcs, les pécheurs indignes que nous sommes, ne peuvent rester silencieux ou passifs face à vos déprédations. Nous sommes contraints par les exigences de la conscience de vous accuser publiquement devant nos frères Catholiques comme l'exige la vérité révélée, la loi divine et naturelle et le bien commun ecclésial. Pour rappeler l'enseignement de Saint Thomas cité ci-dessus, le Pape ne fait pas exception au principe de la justice naturelle et les sujets peuvent reprendre leur supérieur, même publiquement, quand il y a « danger imminent de scandale concernant la Foi ». Bien au contraire, la raison elle-même démontre que, plus que tout autre prélat, le Pape doit être corrigé, même par ses sujets, devrait-il « s’écarter du droit chemin ».

Nous savons que l'Église n’est pas une simple institution humaine et que son indéfectibilité est assurée par les Promesses du Christ. Les Papes vont et viennent, et l'Église survivra même sous ce pontificat. Mais nous savons aussi que Dieu daigne oeuvrer au moyen d'instruments humains et qu’au-delà de l'essentiel de la prière et de la pénitence, il attend des membres de l'Église militante, du clergé et des laïcs, une défense militante de la Foi et de la morale contre les menaces de toute source que ce soit même d’un Pape, comme l'histoire de l'Église a démontré plus d'une fois.

Pour l'amour de Dieu et de la Sainte Vierge, Mère de l'Église, que vous professez révérer, nous vous appelons à abjurer vos erreurs et à défaire le tort immense que vous avez causé à l'Église, aux âmes, et à la cause de l’Évangile de peur que vous suivez l'exemple du Pape Honorius, un complice de l'hérésie anathématisée par un Concile œcuménique et son successeur, et ainsi faire tomber sur vous-même « la colère de Dieu Tout-Puissant et des Bienheureux Apôtres Pierre et Paul ».

Mais si vous ne saurez pas fléchir dans la poursuite de votre « vision » vaniteuse d'une Église plus « miséricordieuse » et évangélique que celle fondée par le Christ dont la Doctrine et la discipline que vous cherchez à plier à votre volonté. Que les Cardinaux qui regrettent l'erreur de vous avoir élu honorent leurs serments de sang et qu’au moins ils émettent une demande publique pour que vous changiez de cap ou que vous cédiez la fonction qu’ils vous ont confiée avec tant d’imprévoyance.

Pendant ce temps, nous avons le devoir d'opposer vos erreurs en fonction de notre propre rôle dans l'Église et d’exhorter nos frères Catholiques à se joindre à cette opposition, en utilisant tous les moyens légitimes à notre disposition pour atténuer le mal que vous semblez déterminer à infliger au Corps Mystique du Christ. Tous les autres recours ayant échoué, aucune autre voie n’est ouverte pour nous.

Que Dieu ait pitié de nous, de sa Sainte Église et de vous en tant que son chef terrestre.

Marie, Secours des Chrétiens, priez pour nous !




This just in from Ross Douthat of THE NEW YORK TIMES:

LAST weekend Tim Kaine, the Democratic vice-presidential nominee and a churchgoing Catholic, briefly escaped obscurity by telling an audience of L.G.B.T. activists that he expects his church to eventually bless and celebrate same-sex marriages.

In short order his bishop, Francis X. DiLorenzo of Richmond, Va., had a statement out declaring that the Catholic understanding of marriage would remain “unchanged and resolute.”

In a normal moment, it would be the task of this conservative Catholic scribbler to explain why the governor is wrong and the bishop is right, why scripture and tradition make it impossible for Catholicism to simply reinvent its sexual ethics.

But this is not a normal moment in the Catholic Church. As the governor was making his prediction, someone leaked a letter from Pope Francis to the Argentine bishops, praising their openness to allowing some divorced-and-remarried Catholics to receive communion.

The “private” letter was the latest move in a papal dance that’s been going on since Francis was elected. The pope clearly wants to admit remarried Catholics to communion, and he tried by hook and crook to get the world’s bishops to agree. But he faced intense resistance from conservatives, who pointed out that this reform risked evacuating the church’s teaching that sacramental marriages are indissoluble and second marriages adulterous. 

The conservative resistance couldn’t be overcome directly without courting a true crisis. So Francis has proceeded indirectly, offering studied  ambiguity in official publications combined with personal suggestions of where he really stands.

This dance has effectively left Catholicism with two teachings on marriage and the sacraments. The traditional rule is inscribed in the church’s magisterium, and no mere papal note can abrogate it. But to the typical observer, it’s the Francis position that looks more like the church’s real teaching (He is the pope, after all), even if it’s delivered off the cuff or in footnotes or through surrogates. READ MORE HERE


REMNANT COMMENT: Pray for Pope Francis. The world, the flesh and the Devil are having their way with him, or so it would seem. And if he does not wake up to this reality it is the end of the world as we know it. God help our children, God help us all, if Peter doesn't wake up.
  

This just in from Fox News:

Donald Trump, it turns out, is not very good at impressions -- but that could be his alibi against persistent accusations that he mocked a reporter's disability last fall. 

Trump’s spastic arm waving at a rally last November while mimicking New York Times reporter Serge Kovaleski drew swift condemnation from opponents who claimed Trump was making light of a disability. It's followed him ever since. The Washington Post gave Trump four Pinocchio’s for his denials, and Hillary Clinton used a clip of the impression in a video released Tuesday slamming Trump.

But a pro-Trump, Catholic website has compiled footage appearing to show Trump has a very limited repertoire of impressions -- which the site points to as "evidence" he wasn't mocking the reporter's disability. 

View the video above to see a compilation of Trump's impressions.

Catholics 4 Trump posted four videos – one of which dates back to 2005 – in which Trump impersonates everyone from Sen. Ted Cruz to The Donald himself with the same, flailing mannerisms and goofy speech. READ HERE

REMNANT COMMENT: In the meantime, Aleteia.com is reporting that Archbishop Chaput is doubling down up there on the Never Trump bandwagon:

In a speech Thursday at the University of Notre Dame, Archbishop Charles J. Chaput called presidential candidates Donald Trump and Hillary Clinton “very bad news for our country.”

Chaput said that since he first voted in 1966, “the major parties have never, at the same time, offered two such deeply flawed candidates.”

He said he believes each candidate is detrimental to the nation in different ways. “One candidate, in the view of a lot of people, is a belligerent demagogue with an impulse-control problem. And the other, also in the view of a lot of people, is a criminal liar, uniquely rich in stale ideas and bad priorities,” Chaput said. - See more at: http://aleteia.org/blogs/deacon-greg-kandra/chaput-doubles-down-on-criticism-of-trump-and-clinton/#sthash.PUeJnFRc.dpuf

His eminence fails to mention that Catholics can morally vote for only one of these two choices and, at this stage in the game, should vote for Trump if they care about the unborn or the very religious liberty Chaput came to Notre Dame to speak about.

A spokesman for Catholics4Trump gave us the following statement today:

Chaput acts as if the two candidates are equally bad from a Catholic point of view. This is completely false and contrary to the facts. One promises to appoint pro-life, pro-religious liberty judges. The other openly supports partial-birth abortion and believes religious views on these and other issues must be changed! Chaput is negligent in his moral duty as a Catholic bishop to teach his flock proper Catholic morality regarding voting. Instead of doing this he is implicitly encouraging Catholics to feel justified in voting for Hillary or staying home. This helps ensure America will become openly hostile to Catholicism and Christianity for the foreseeable future.

In other news, LifeNews.com is reporting that Donald Trump has also doubled down...on his pro-life position.  He issued a call to make permanent the Hyde Amendment that bans almost all federal taxpayer funding of abortions and is credited with saving the lives of over 1 million Americans from abortion:

Trump's call comes as Hillary Clinton is campaigning in reversing Hyde and forcing Americans to fund free abortions for women with their tax dollars.

Every year, Congress is forced to fight the battle to protect Americans from being forced to pay for abortions with their tax dollars. Democrats annually fight the pro-life budget provision and hope they can eventually reverse it should they take control of both the White House and Congress.

That has led to pro-life groups calling to the adoption of a permanent law putting Hyde in place long-term and making it more difficult for pro-abortion forces to reverse. Today, Trump announced his support for such a law.

The call for banning taxpayer funding of abortions comes in a new letter from Trump. Trump commits to a new policy: “Making the Hyde Amendment permanent law to protect taxpayers from having to pay for abortions.”

“Hillary Clinton’s unwavering commitment to advancing taxpayer-funded abortion on-demand stands in stark contrast to the commitments I’ve made,” Trump writes, “to advance the rights of unborn children and their mothers when elected president.”

Marjorie Dannenfelser of the pro-life Susan B. Anthony List praised Trump for calling for banning taxpayer funding of abortions.

“Not only has Mr. Trump doubled down on his three existing commitments to the pro-life movement, he has gone a step further in pledging to protect the Hyde Amendment and the conscience rights of millions of pro-life taxpayers. For a candidate to make additional commitments during a general election is almost unheard of,” Dannenfelser said. READ HERE

Not sure what Archbishop Chaput is doing but we certainly hope it has nothing to do with The Money Trail: Why Catholic Bishops Are Silent on Hillary

In an hour I will catch a plane for Pittsburgh in order to participate in the Catholic Identity Conference. Alas, I do not have time to write a few words in praise of a very old and dear friend of The Remnant—as well as a pioneer of the Traditional Catholic movement—Father Eugene Dougherty.

Father wrote for The Remnant for many years, and though he has been in ill health and retirement for some time now, he will be so very missed.

A priest of the old school, Father did so much in the Diocese of Pittsburgh and all around the country to 'preserve the old Traditions', which is the name of one of the hymns he wrote years ago.

I'm so happy to announce that God took care of his faithful son, right up until the very end. This morning I received the following note from my friend and Remnant columnist, Father Ladis Cizik:

Father Eugene Dougherty died peacefully in his sleep at 12:39am this morning on the Feast of the Nativity of the Blessed Virgin Mary.   

"Woman behold Your son."   "Son behold your Mother."

Requiescat in pace.

I had given him the Traditional Latin Sacrament of Extreme Unction and the Apostolic Pardon. He was wearing his Brown Scapular.

Going into Chapel to offer a Traditional Latin Requiem Mass for him right now.

Please keep this Holy Priest of God in your prayers.

Father Cizik

God be praised.

The man who did so much to preserve the Old Latin Mass and all the Traditions of Holy Mother Church—though persecuted and ostracized for his faithful witness—died firmly in the happy embrace of Christ and Holy Mother Church, having received the Sacraments of the dying on his deathbed and at the hand of a friend and a faithful traditionalist priest who was obviously sent by God to help dear Father Dougherty into the next life. 

dougherty crop
Well done, good and faithful servant.

The last time I saw Father was just before the Catholic Identity Conference a year or so ago. We visited him, unannounced in his nursing home, and while we found him in great spirits, he was obviously not in great health. It was the only time in 30 years I ever saw him not wearing black and his Roman collar, and of course he apologized profusely for it, though obviously he was so very sick that it was more than understandable. 

In other words, he was a Catholic priest straight through, all day, every day -- until the very end; an alter Christus all the days of his life.  We will miss him very much.

Tu es sacredos in aeternum secundum ordinem Melchisedech. Requiescat in pace. 
       

Thursday, September 8, 2016

Father Eugene Dougherty, RIP

Written by
 
It's hard to watch, isn't it? It actually makes me feel sort of sick, in fact, like maybe I too am coming down with lung cancer or something. So this disturbed and disturbing creature has actually found yet another way to be unsettling. She seems to have no discernible redeeming qualities left, poor thing.  Even her health is terrible.

And this is to say nothing of the unsettling fact that she is allowing her out-of-control ambition to write checks her body clearly can't cash. She's killing herself right before our eyes, and all for the megalomaniacal satisfaction of getting back into the White House.

Really, Grandma Clinton, it's time to hang it up.

A
t this point, with the Democratic Party having but one objective—to sacrifice babies, virginity and the family to their god Baal whose worship is rooted in sensuality, ritualistic prostitution, and human sacrifice (Jeremiah 19:5) — a Democratic corpse could run for President and win, thanks to public school indoctrination camps having turned entire generations of voters into de facto worshippers of Baal.

Anyway, if Hillary succeeds in completely wrecking her body as she's succeeded in completely wrecking her soul--and that success will obviously have everything to do with the millions and millions of blood-money dollars being poured into the coffers of her campaign--this guy by default becomes the first 'Catholic' president since JFK:

imrs

What a choice: Cadaver Hillary, or Zombie-Apostate Tim. 

Only in 'Murica!

This just in from Fox News:

Phyllis Schlafly, the iconic pro-family activist who rose to fame in the 1970s when she campaigned against the Equal Rights Amendment, has died at age 92, according to the Eagle Forum, the conservative organization she founded.

Schlafly had been an activist since the early Cold War era, but gained national prominence by leading traditional-religious women in the movement against the Equal Rights Amendment. President Reagan praised her campaign against ERA as “brilliant” and called Schalfly “an example to all those who would struggle for an America that is prosperous and free.”

Schlafly rose to national attention in 1964 with her self-published book, "A Choice Not an Echo," that became a manifesto for the far right. The book, which sold three million copies, chronicled the history of the Republican National Convention and is credited for helping conservative Sen. Barry Goldwater of Arizona earn the 1964 GOP nomination.

She went on to become one of the most influential pro-family activists in the 1980s and 1990s, and her support was courted by all GOP presidential candidates. She authored 27 books and thousands of articles.

Founded in 1972, Eagle Forum focuses on pro-family and socially conservative issues and now has an estimated 80,000 members.

Republican candidate Donald Trump praised the conservative activist in a statement released Monday evening.

"Phyllis Schlafly is a conservative icon who led millions to action, reshaped the conservative movement, and fearlessly battled globalism and the 'kingmakers' on behalf of America's workers and families," the statement read. "I was honored to spend time with her during this campaign as she waged one more great battle for national sovereignty."

Schlafly endorsed Trump at a rally in St. Louis in March, and she co-authored a book called "The Conservative Case for Trump" that is being released Tuesday. Trump says he was "honored to spend time with her." READ ARTICLE HERE


REMNANT COMMENT: Phyllis Schlafly was a Catholic, and a faithful one. She was prophetic in so many ways. "The Equal Rights Amendment," she said, "means abortion funding, means homosexual privileges, means whatever else."  She was so right so many years ago!

Right up to the very end, she was utterly unafraid to violate the Stalinesque statutes of political correctness: "News flash: One reason a woman gets married," she observed just last year, March 11, 2015, "is to be supported by her husband while caring for her children at home. So long as her husband earns a good income, she doesn't care about the pay gap between them."

And she was one of the last prominent conservatives who didn't shy away from the truth even after it had been rebranded as "hate speech". On the "transgender agenda", for example, here she is back in August of this year: "Anyone with a child knows that children learn about the world through binary options: up or down, hot or cold, big or little, inside or outside, wet or dry, good or bad, boy or girl, man or woman. But the radical feminists, who staff women's studies departments at most colleges, have propagated the idea that we have to get rid of the 'gender binary' along with the expectation of distinct roles for men and women."

And the point of "gay marriage" was, according to the incomparable Phyllis Schlafly, to "wipe out the Christian religion."

I met Mrs. Schlafly only once, after one of her speeches at Georgetown years ago.  I'll never forget it, as she stood alone against a largely hostile audience, a frail-looking little woman.  Before the speech was over, the powerful Mrs.Schlafly had silenced her hecklers, charmed her audience, and carried the day... right into a standing ovation.  It was positively William Wallace at Stirling!  I had tears in my eyes as I joined in an ovation that seemed to last an hour that night.  

My father knew and respected her very much.  There will never be another like her, she will be missed, and America is a less safe place to be now that the matriarch of conservatism--and a voice of sanity in an insane world--has left us.

Eternal rest grant unto her, O Lord, and may perpetual light shine upon her. May she rest in peace.


This just in from FrontRoyalCatholics.myfreesites.net under the title: Are Catholics Political Pygmies?

Pygmies are members of an African ethnic group whose average height is unusually short; anthropologists define pygmy as a member of any group where adult men are on average less than 150 cm (4 feet 11 inches) tall. The late Virgil Blum, S.J., who founded the now effete Catholic League for Religious and Civil Rights, coined the term “Catholics are political pygmies.”

The 2016 campaign for President seems to confirm Fr. Blum’s dictum.  Anyone who has followed that campaign has certainly noticed the political commentators talking about the necessity of courting the “African-American” vote, the “Hispanic” vote, the “Evangelical” vote. Not mentioned is the “Catholic” vote. 

According to the U.S. Census Bureau the percentage of black and Hispanic persons of all ages in the U.S. are:

Black or African American alone, percent of U.S. population, July 1, 2015-13.3%
Two or More Races, percent, percent of U.S. population, July 1, 2015- 2.6%
Hispanic or Latino, percent, July 1, 2015- 17.6%
Note that those percentages include all persons so the number of adults (voting age 18) must be considerably less.

The Pew Research Center’s Religious Landscape Survey published in May 2015 “America’s Changing Religious Landscape” reported that Evangelical Christians are 25.4% of U.S. adults; Catholics are 20.8% of U.S. adults.

Those demographic facts probably surprise some. With all of the commentators talking about the black and Hispanic vote, one would think that their numbers of voting age were greater. The Gallup polling organization found that “Americans generally overestimate, to a significant degree, the percentage of the U.S. population that is either black or Hispanic.”

What explains the overestimation of minority numbers and the concern of politicians to court the black, Hispanic, and Evangelical vote and the apparent lack of interest in the Catholic vote?  What those other groups have in common is solidarity-producing leadership that increases public perception of their importance.  

In reality, there is no Catholic vote because there is no solidarity-producing leadership. This lack of leadership could never be more apparent than in 2016.  Our religious liberty is controlled by the whim of any 5 members of the Supreme Court and our interest in stopping Planned Parenthood from aborting children and selling their body parts hinge on whether Clinton or Trump appoints the Supreme Court. Yet, as Gallop polling has found, 45% of Catholics favor Clinton and 33% favor Trump.  See survey here.  Even the left-wing Religious News Service has noticed Catholic voters moving toward Clinton, see it here. It would be nice to think that only rogue or lapsed Catholics would vote for Clinton but what evidence is there that those 45% that Gallup found never go to Church?

Pew Research published in August a study called "Many Americans Hear Politics From the Pulpit."  Pew found that black Protestants were particularly likely to hear their clergy speak directly in support of or against a specific presidential candidate in the months leading up to the election.


Among black Protestants who have been in church recently, roughly three-in-ten (29%) have heard clergy speak out in support of a candidate – mostly Hillary Clinton – and an equal share have heard religious leaders speak out against a candidate (primarily Donald Trump). Smaller shares of Catholic, white evangelical Protestant and white mainline Protestant churchgoers – roughly one-in-ten or fewer – say their clergy have publicly supported or opposed particular candidates.

Another Pew Research study published in July, "Evangelicals Rally to Trump, Religious 'nones' Back Clinton" reported that:

Now, fully 78% of white evangelical voters say they would vote for Trump if the election were held today, including about a third who “strongly” back his campaign.

What are Evangelical leaders doing right that our leaders could be doing wrong?  In spite of all that is at stake in 2016 regarding religious liberty and human life issues, the Bishops appear to have imposed on diocesan clergy strict orders to avoid creating the appearance of promoting any candidate over any other. The extends even to comparisons of their respective positions on abortion. For example, the National Right To Life Committee has produced an excellent document that is strictly about abortion and does not mix in the so-called "Social Justice Issues" about which faithful Catholics can disagree but which are vigorously promoted by the Bishops Conference, most dioceses, and many parishes.    The fear, politically unrealistic as it is in the opinion of many, seems to be that one "peep" out of a priest will cause the offending diocese to lose its Federal tax exemption. The willingness of black clergy to speak freely helps to explain why politicians court the "black vote" and why black solidarity is effective. For that reason, it is up to the laity to develop Catholic solidarity and throw off our political pygmies’ heritage.

REMNANT COMMENT: We very much agree with this, of course. It is our belief, however, that the main reason the Donald Trump campaign is not courting the Catholic vote is because they realize there’s no point. When the majority of Catholics voted for Obama not once but twice—the most pro-death presidential candidate/incumbent in history—well, turn out the lights because there’s nobody home in the Catholic Church anymore.

Watered down by a half-century of Modernism and Protestantized liturgy, America’s Catholics are a feckless bunch. Those of us still here—who didn’t defect out of sheer disgust after Vatican II—are so committed to being politically correct, ecumenical, and “reasonably centrist” that we can be counted on to go tagging after whichever political candidate is most “progressive”, even if she’s the Devil herself. Why? Because we’re progressive! We’ve grown up. The Church of Vatican II taught us to avoid like the plague the superstitions of an old medieval Church so despised by a new modern world. We're AMURICAN Catholics, and while our country is the greatest one in the history of the universe, our Church is just one among many, as are her moral "opinions" on "social issues" such as baby slaughter and dudes marrying each other.

Whatever happens, the new and improved Catholic doesn't stand out.  
Look at us!  We’re wolfing Whoppers on Friday like everybody else.

And our priests? Poor emasculated fellows, can you imagine them summoning the intestinal fortitude to thunder anathemas at anyone for any reason at any time? With a few notable and God-sent exceptions, I can’t. So many of them with their namby-pamby National-Public-Radio voices (and politics), as well as an apparent phobia of saying anything that actually matters to real people living in the real world; so many of themI’m sorry!really know how to put the homo in homily.

For most of them there apparently just isn’t enough time for all that God-bothering, baby-defending, alfa male sermonizing when what the “Catholic Christian community” really wants to hear is the stuff about “stewardship” and “encounter” and “mission” and “j-oi” and “accompaniment” and “koinania” and “fellowship”—you know, the totally awesome (albeit totally vapid) Newspeak of NuChurch which can mean, well, pretty much whatever the heck you want it to mean. 

Here's the problem with the Catholic vote: Catholics aren't Catholic anymore, and they vote accordingly.  The Mass (and thus the Priesthood) has been totally emasculated… and the sheep have scattered and completely lost the sensus catholicus as a result. As Father James McLucas wrote many years ago in the pages of The Latin Mass magazine:

The post-Conciliar   priest of the contemporary Church (continuing a trend that began long before   Vatican II in the United States) has become a resident CEO and CFO of a   parish plant. He oversees countless committees that add layers of bureaucracy and which — paradoxically — place a barrier between the priest and his people.

Enjoying the perquisites of the CEO that have nothing to do with his spiritual identity, he begins to delegate the more burdensome and distasteful pastoral duties in hospitals, nursing homes and the houses of shut-ins; he avoids being available for the distribution of Holy Communion outside of his own Masses; baptisms and weddings are merrily passed off to deacons, as well as marriage preparations; convert instruction is transferred to the RCIA committee. He'll appropriate the vocabulary of those who hold legitimate authority in the Church: "This is collaborative ministry!" No, it is not. This is masculine pathology, the abdication of fatherhood.


Prayer for Traditional Vocations

O God, we earnestly ask you to bless the Church with many Traditional Catholic priests, brothers and sisters who will love you with their whole strength and gladly spend their entire lives to serve Your church and to make You known and loved.

Bless our families, bless our children, choose from our homes those needed for Your work.

Mary, Queen of the Clergy, pray for us, pray for our Traditional priests, religious and deacons.

Obtain for us many more. Amen.